Ordem do Dia

Deputados debatem sobre educação, saúde mental e geração de empregos em pronunciamentos

Por Gleydson Silva, Ricardo Garcia, Narla Lopes, Ariadne Sousa, Giovanna Munhoz e Luciana Meneses
04/03/2026 12:27 | Atualizado há 1 semana

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Plenário 13 de Maio - Foto: Júnior Pio

Durante a ordem do dia e o tempo de explicações pessoais da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta quarta-feira (04/03), parlamentares debateram sobre saúde mental de servidores da segurança pública, educação, geração de empregos, entre outros temas.

O deputado Heitor Férrer (União) defendeu o projeto de lei n.º 108/26, de autoria dele, que dispõe sobre a realização de acompanhamento psicológico aos profissionais da segurança pública do Estado no exercício de suas funções. Para o parlamentar, o projeto beneficia aqueles que trabalham e, algumas vezes, dão a vida para defender a população. “O adoecimento emocional dos nossos agentes de segurança pública acarreta em mais de mil afastamentos por ano. Não existe segurança pública forte sem uma boa saúde mental dos nossos agentes. Esse projeto diz que, quando cuidamos da saúde desses profissionais, cuidamos da saúde e segurança de toda a população”, avaliou.

Sobre mercado de trabalho, o deputado Cláudio Pinho (PDT) alertou para a perda de 1.291 postos de emprego com carteira assinada em janeiro, conforme divulgado pela imprensa, e afirmou que o dado, ainda que possa ter influência da sazonalidade, revela um cenário preocupante. Segundo o parlamentar, a redução de empregos está relacionada à perda de empresas no Estado e à insegurança jurídica. 

Cláudio Pinho defendeu a criação de uma nova política de atração e manutenção de indústrias e alertou que mudanças na legislação tributária poderão reduzir a competitividade do Ceará e do Nordeste frente as regiões Sul e Sudeste. “Não estamos falando só de emprego, de renda. Isso aqui é a transformação da vida das pessoas”, enfatizou.

Já o deputado Antônio Henrique (PDT) analisou dados revelados pelo Censo Escolar 2025 e divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que mostram uma queda de mais de um milhão de matrículas na educação básica brasileira, entre 2024 e 2025. “Para onde estão indo esses alunos? Se os jovens não estão dentro das salas de aula, talvez eles estejam indo para as ruas. Pelo visto, esses jovens não veem a escola como o melhor lugar para estar”, comentou.

O líder do Governo na Casa, deputado Guilherme Sampaio (PT), rebateu a informação sobre o censo escolar. Segundo ele, a redução de matrículas está relacionada à tendência de famílias com menos filhos e aos investimentos governamentais. “A redução da matrícula na educação básica deve continuar, pois há menos filhos por família, associado aos investimentos que são feitos hoje”, explicou.

Ainda no mesmo tema, o deputado Bruno Pedrosa (PT) salientou o investimento do Governo do Estado em políticas públicas na área da educação. Segundo ele, o Ministério da Educação (MEC) assinou termo de início de execução para obras de três novos campi do Instituto Federal do Ceará (IFCE). “Existem discursos querendo mostrar indicadores ruins, mas a realidade é outra. O Estado vai multiplicar a quantidade de vagas no ensino superior, além de empregos e geração de renda”, assinalou.

O parlamentar anunciou, ainda nas explicações pessoais, a conclusão do relatório da Frente Parlamentar de Energias Renováveis da Alece, da qual é presidente. “Foram 30 meses de trabalho onde englobamos os anos de 2024 a 2026 e estamos muito orgulhosos do que construímos para o setor energético do nosso Estado. Tivemos a CPI da Enel e, como resultado, a mudança de sua Presidência e Conselho aqui no Ceará, a inauguração de diversos parques solares e agora a construção do data center [da empresa Tik Tok]”, destacou.

Edição: Geimison Maia

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