Notícias

Orientadora do Ciadi esclarece dúvidas sobre o TEA no Conexão Alece 

Por Ricardo Garcia
20/04/2026 10:47 | Atualizado há 2 horas

Compartilhe esta notícia:

Orientadora do Ciadi esclarece dúvidas sobre o TEA no Conexão Alece  - Foto: Bia Medeiros

O Conexão Alece, programa multiplataforma da Alece FM (96,7 MHz), abordou, nesta segunda-feira (20/04), a campanha Abril Azul, mês mundial de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Na entrevista à jornalista Kézya Diniz, a orientadora da Célula de Atendimento em Transtorno do Espectro Autista (TEA) do Centro Inclusivo para Atendimento e Desenvolvimento Infantil (Ciadi) da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), Maria Luísa Pinheiro, destacou aspectos do TEA que precisam ser debatidos, além de comentar sobre a programação do Legislativo estadual alusiva ao Abril Azul.

De acordo com Maria Luísa Pinheiro, o TEA pode ser definido como um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta, principalmente, a comunicação, a interação e o comportamento de um indivíduo. “Ele é chamado ainda de espectro porque cada pessoa é única, assim como as possibilidades de desenvolvimento e as dificuldades de cada uma”, reforçou.

A especialista ressaltou que, no Ciadi, composto por uma equipe multidisciplinar de profissionais, as crianças e os adolescentes atendidos são avaliados sob um olhar bastante individualizado. “A nossa equipe olha para cada paciente, cada criança e adolescente, de uma forma única, tanto que, após a avaliação inicial, os profissionais dão início a um plano terapêutico singular. Cada paciente tem o seu plano de atendimento próprio, que é contínuo e revisado periodicamente”, assinalou.

Indagada sobre os marcos de desenvolvimento da criança e o que pode gerar sinais de alerta para um eventual diagnóstico de TEA, a profissional do Ciadi respondeu que, desde a amamentação, já podem ser observados alguns sinais. “No momento da amamentação, a mãe já pode perceber se a criança se conecta mais ou menos com ela. Mas, antes de qualquer coisa, precisamos curtir aquele filho, sem nos preocuparmos demais se ele está próximo dos dois anos de idade e ainda não fala, pois muitas mães já acham que é TEA”, alertou.

Maria Luísa Pinheiro reforça a importância de estimular as crianças desde cedo. Foto: Bia Medeiros 

Ainda segundo ela, é muito importante que as crianças sejam estimuladas desde cedo. “Será que essas crianças estão sendo estimuladas de forma adequada? O que falta hoje na sociedade é a capacidade do ser humano de aceitar o outro como ele é, pois nem toda criança vai começar a falar no período em que queremos que ela fale ou a andar no período em que queremos. Nem sempre é um caso de TEA; às vezes, é somente uma falta de estímulo, que pode vir da terapia ou do apoio de um familiar ou de alguém da rede de apoio”, salientou.

Maria Luísa Pinheiro acrescentou que o diagnóstico do TEA também é feito de maneira multiprofissional. “No caso do Ciadi, um médico consulta e avalia o paciente, pedindo, em determinados casos, que uma equipe multidisciplinar observe esse jovem por meio de um processo terapêutico, por alguns meses. Depois desse período, o médico pode diagnosticar ou não essa criança ou adolescente com TEA”, relatou.

A orientadora do Ciadi também pontuou o impacto do atendimento oferecido pelo órgão na vida das pessoas alcançadas. “Nós vemos que não apenas a criança evolui com o nosso atendimento, mas as mães também se desenvolvem enquanto mulheres. Tudo isso é muito rico, e tem um valor imensurável ver o brilho nos olhos das famílias que nós atendemos”, enfatizou.

Ela falou ainda sobre a programação do Ciadi durante o mês de abril, que já teve atividades e ações de engajamento sobre a pauta e que vai ser encerrada no dia 29 com o Seminário “Autismo Feminino e a Invisibilidade no Diagnóstico”, que vai acontecer no Auditório Murilo Aguiar. “A escolha do tema se justifica porque nós, mulheres, conseguimos, com mais facilidade, repetir e reproduzir certos comportamentos dos espaços em que convivemos. O que acontece é que algumas dificuldades que uma mulher com TEA pode ter acabam sendo mascaradas com mais facilidade, por conta dos nossos hábitos comportamentais”, explicou.

Para conferir a entrevista completa que a orientadora da Célula de Atendimento em Transtorno do Espectro Autista (TEA) do Ciadi, Maria Luísa Pinheiro, concedeu ao programa, assista abaixo:


CONEXÃO ALECE

Produzido por Kássia Braga e apresentado por Kézya Diniz, o Conexão Alece pode ser acessado na Alece Play, plataforma de vídeo disponível para download no Google Play, em celulares Android, ou pelo navegador, em celular, tablet, computador e smart TV.

O programa vai ao ar às segundas-feiras, na Alece FM e no YouTube, a partir das 8h, com reprises na Alece TV às 20h30. Além disso, fica disponível em formato de podcast nas principais plataformas de áudio: SpotifyDeezerApple Podcasts.

Edição: Vandecy Dourado

Veja também