Ciclo de formações reafirma parceria entre Comitê de Prevenção e Combate à Violência e PReVio
Por Da Redação, com Assessoria26/06/2026 11:00 | Atualizado há 29 minutos
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Profissionais que atuam - direta ou indiretamente - no atendimento a vítimas de violência armada passaram por uma formação promovida por parceria do Comitê de Prevenção e Combate à Violência com o Programa Integrado de Prevenção e Redução da Violência (PReVio). As atividades encerram nesta sexta-feira (26/06), em Sobral.
Grupos de profissionais foram capacitados sobre fluxos de atendimento a vítimas da violência armada no Ceará. As atividades fazem parte de mais um ciclo da formação Cuidando em Rede, articulação interinstitucional mediada pelo Comitê Cada Vida Importa. Além de formações, o Cuidando em Rede já publicou três documentos que apresentam diagnóstico e fluxo das chamadas rede especializada e rede extensa de atendimento às vítimas de violência armada.
O objetivo das formações é fortalecer a atenção às vítimas da violência armada no Ceará, capacitando profissionais de diversas áreas de atuação, como segurança pública, educação, saúde, cultura, juventude e assistência social.
“As pesquisas realizadas pelo comitê há 10 anos mostram que a violência é fruto da segregação e, portanto, trazer a perspectiva da prevenção é trabalhar efetivamente para a redução da violência. Dialogar sobre os fluxos de atendimento a vítimas diretas e indiretas de violência armada é evitar a revitimização e evitar que o ciclo de violência se perpetue. O comitê tem atuado muito nessa perspectiva, realizando formações com diversos públicos técnicos”, explica o presidente do colegiado, deputado Renato Roseno. Ele adianta ainda que o próximo ciclo formativo será com profissionais da saúde de Fortaleza, no mês de julho.

Foto: Divulgação
DIÁLOGO NOS TERRITÓRIOS
As formações ocorreram de forma descentralizada. Em Fortaleza, cinco bairros sediaram as atividades: Vicente Pinzón, Granja Lisboa, Curió, Barra do Ceará e Jangurussu. Em seguida, as cidades de Maracanaú, Maranguape, Caucaia, Itapipoca e Sobral também entraram no circuito.
A agente de saúde Ana Regina Barbosa participou da formação na Barra do Ceará, local onde ela atua em uma unidade de atenção básica. A profissional acredita que conhecer fluxos de outros serviços poderá contribuir para a sua atuação territorial. "Eu trabalho atendendo às famílias, então vou saber como orientar melhor essas pessoas, saber para onde direcionar em caso de violência".
"Quando falamos em prevenção à violência, precisamos compreender que esse trabalho não começa e nem termina em uma única ação. Ele exige continuidade, articulação entre as instituições e uma rede preparada para acolher, orientar e proteger quem foi atingido direta ou indiretamente pela violência", ressalta Avilton Júnior, coordenador executivo de Prevenção à Violência do Governo do Ceará.
No caso da violência armada, afirma o gestor, esse cuidado é ainda mais urgente. "Os impactos não recaem apenas sobre a vítima, mas alcançam famílias inteiras, comunidades e territórios que convivem com medo, insegurança e rupturas nos seus vínculos". Avilton considera necessário um esforço coletivo, que depende da integração entre Estado, municípios, sistema de Justiça, sociedade civil e comunidades.
Os documentos do ciclo de formações podem ser baixados nos links abaixo:
Fluxo de atendimento às vítimas de violência armada e proteção às pessoas ameaçadas
Construindo fluxos de cuidado para vítimas de violência armada
Saberes e práticas na atenção a famílias de vítimas de homicídios
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