Cabeceira entrevista o escritor Wilton Bezerra
Por Lindalva Montezuma21/03/2023 09:27 | Atualizado há 9 meses
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O programa Cabeceira, da TV Assembleia (canal 31.1) desta terça-feira (21/03), entrevista o radialista, jornalista, comentarista esportivo e escritor, Wilton Bezerra.
Lançado no início de março, o livro “Wilton Bezerra - Só Causos”,conta com prefácios dos professores e escritores Juarez Leitão e Batista de Lima, ambos membros da Academia Cearense de Letras.
A primeira obra do autor ganhou destaque em 2022, quando ele lançou um livro com crônicas e contos de causos, o que o incentivou a escrever outros livros nos mesmos gêneros.
Imbuído de bom humor, Wilton Bezerra dedica seu novo livro aos amigos leitores e familiares com a seguinte mensagem: "É proibido não rir dos perrengues da vida. Alimentar-se somente da realidade não é recomendável. O bom humor nos ajuda a suportar a vida normal. Dito isso, anuncio nosso retorno com mais um livro e novos causos. Nossos e dos outros"
E a mensagem continua: " A região nordestina é rica de tipos populares e interessantes. As histórias engraçadas estão na calçada, no bar, na rua, nos estádios de futebol, na mesa de jantar, na casa de jogo, nos bancos de praça e nos ônibus. E neste livro. As verdades precisam ser repetidas: rir é remédio."
De acordo com Juarez Leitão, o autor tem habilidade de escrever "causos", que são narrativas baseadas em fatos reais ou supostamente ocorridos, com um tom humorístico e com acréscimos feitos pelo próprio narrador. "Aqui exercido com extrema competência por um de seus mestres no Ceará, o cronista Wilton Bezerra. O causo, configurado entre o conto ligeiro e a anedota, é o relato de um fato verídico ou supostamente ocorrido, dosado em tom humorístico e com a pimenta dos acréscimos por conta e risco de quem o transmite”, explica Juarez.
Já Batista de Lima aponta o gênero memorialístico como destaque na narrativa de Wilton Bezerra. “Ao se falar de gênero, afirma-se que o lirismo predomina entre jovens que abusam da primeira pessoa. O drama está na meia idade. É aquela questão do “ser ou não ser”. É a 2ª pessoa. Mas, é comprovado que a narrativa é o ninho da velhice, é a terceira pessoa, na terceira idade. É a epopeia. Wilton é um jovem velho, quando narra. O que se pode acrescentar nas narrativas Wiltonianas é seu pendor para o humor. É nesse encontro em que se instaura a contação de histórias mais apropriada”, diz.
Com produção e apresentação da jornalista Rosanni Guerra, coordenação de Clara Pinho, edição de Samuel Frota e imagens de Fábio Ferraz e Clodoaldo Pinheiro, Cabeceira vai ao ar às terças-feiras, a partir das 19h20.
Edição: Adriana Thomasi
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