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Comissões de Educação dos legislativos estaduais defendem adiamento do Enem

Por ALECE
13/05/2020 14:01 | Atualizado há 9 meses

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Reunião remota das Comissões de Educação dos Legislativos Estaduais - Foto: Divulgação ALCE

A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, seguindo decisão tomada por todas as comissões de Educação dos legislativos estaduais do País, aprovou e formalizou, nesta terça-feira (12/05),  nota de repúdio ao Ministério da Educação em função da abertura das inscrições para do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 em tempos de pandemia. Segundo o presidente da Comissão de  Educação da AL, deputado Queiroz Filho (PDT) , a nota defende o adiamento do exame.

O parlamentar informa  que o encaminhamento foi aprovado por unanimidade das comissões de educação em reunião remota realizada na última sexta-feira (08/05). O colegiado cearense se reuniu ontem, referendando a deliberação.

Confira a íntegra da nota que será encaminhada ao Ministério da Educação:

“Nós, membros da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, manifestamos nosso repúdio à decisão do Ministério da Educação (MEC) de manter o calendário do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 e dar início às inscrições para o Exame no último dia 11 de maio, em meio à atual pandemia do coronavírus.

A necessidade do isolamento social causou considerável impacto no calendário escolar deste ano letivo, em que pese os esforços do Governo do Estado do Ceará e dos municípios cearenses para a manutenção das aulas escolares, ainda que de forma remota. Dentre os mais afetados, estão os estudantes do ensino médio, que têm como objetivo a realização do Enem.

Ademais, considerando o fato de que um terço da população brasileira não ter acesso à internet, pode-se considerar que este é o maior dos entraves à continuidade dos estudos neste momento, ampliando as desigualdades no processo seletivo, ainda que os estudantes contem com o compromisso e dedicação dos profissionais da educação e da colaboração das famílias e amigos.

Considera-se, ainda, o desconhecimento por parte dos alunos sobre as ferramentas utilizadas para a transferência de conteúdo, bem como o fato da maioria dos estudantes da rede pública necessitar do auxílio da escola para realizar a inscrição no Exame Nacional, lembrando que em muitos casos a mesma ainda é feita presencialmente.

Dessa forma, nosso entendimento é que a alternativa mais justa e adequada com o fim de evitar prejuízos aos estudantes do ensino médio é o adiamento do referido Exame Nacional."
Da Redação/com Assessoria

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