Criação do Programa Estadual de HIV/Aids no Ceará é cobrada em audiência
Por ALECE07/06/2019 21:08 | Atualizado há 9 meses
-
A efetivação do Programa Estadual de HIV/Aids no Ceará e a garantia do direito à assistência das pessoas que vivem com HIV/Aids no Estado foram debatidas e defendidas durante audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa nesta sexta-feira (07/06).
O presidente da comissão e proponente do debate, deputado Renato Roseno (Psol), comentou que, atualmente, os especialistas consideram que haja uma “segunda onda de casos de HIV”, e o perfil das pessoas infectadas está cada vez mais jovem. O parlamentar ressaltou a necessidade de defender políticas de atenção à saúde, atenção social, prevenção e combate ao preconceito e à estigmatização dessas pessoas.
Renato Roseno afirmou que o Governo Federal atual está “destruindo o programa de HIV/Aids do Brasil” e reiterou a importância de interiorizar os serviços de atendimento e fortalecer o ambulatório e atendimento do Hospital São José. O deputado comentou que, em 2017, 1.700 novos casos foram registrados no Ceará.
Entre os encaminhamentos da audiência estão a formação de um grupo de trabalho temático para acompanhar o processo de implementação do Programa HIV/AIDS no Ceará; a solicitação de informações sobre recursos para intervenções no ambulatório São José; a visita ao Detran/CE para regularização da situação dos passes intermunicipais aos pacientes de Juazeiro do Norte e Sobral e visita às instituições e casas de apoio para avaliar a capacidade de atendimento.
Diversas pessoas compartilharam relatos de dificuldades para acesso aos medicamentos, sucateamento de instituições que possuem leitos para pacientes com HIV/Aids e falta de assistência em municípios do interior.
Anúzia Lopes Saunders, representante da Secretaria de Saúde do Estado, afirmou que está sendo trabalhada a criação do Programa HIV/Aids, para contemplar a rede de atenção e buscar implementar serviços de atendimento nas macrorregiões do Ceará. Ela reconheceu que os serviços estruturados atualmente não suportam a demanda, com a evolução do diagnóstico.
Segundo ela, atualmente, os 184 municípios já possuem testagem rápida para HIV, hepatites e sífilis e somente 16 cidades não têm registro de casos de HIV/Aids. No Ceará, afirmou, existem aproximadamente 17.600 pacientes em tratamento de HIV/Aids. Anúzia comentou ainda que o Ceará aderiu a uma proposta de cooperação técnica do Ministério da Saúde e que o planejamento de ações começará em breve.
Marcos Cavalcante Paiva, coordenador das IST Aids e Hepatites Virais e representante Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza, alertou que o perfil do HIV/Aids mudou ao longo dos anos e a assistência precisa se adequar para ser mais eficiente. Segundo ele, a Policlínica do Jóquei Clube será inaugurada em setembro, já com o Serviço de Atenção Especializada (SAE) para atender os pacientes de forma efetiva. Marcos ressaltou a importância de trabalhar a informação e prevenção, especialmente com os jovens, citando a existência do programa “Fique sabendo jovem”, com foco no público de 15 a 24 anos.
Vando Oliveira, coordenador da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP+CE), ressaltou que o cenário é de falta de programas para HIV/Aids no contexto federal, estadual e municipal. Vando elencou problemas enfrentados, como as limitações estruturais do ambulatório do Hospital São José, o fato de a instituição não receber novos pacientes e o fechamento de serviços recentemente, como no caso do município de Horizonte, que deixou 106 pacientes sem atendimento.
Otávio de Vasconcelos, do Conselho de Saúde do Estado do Ceará e do Movimento Social de Luta Contra a AIDS no Ceará, cobrou ações mais diretas e eficientes para resolver problemas que vêm sendo enfrentados há muitos anos, como a distribuição de cestas básicas, os serviços ofertados no interior, a distribuição de medicamentos para doenças oportunistas e a existência dos postos de Serviço de Atenção Especializada (SAE) nas policlínicas do Ceará.
Christianne Takeda, diretora clínica do Hospital São José, afirmou que a descentralização do atendimento, da entrega do medicamento e a integração das diversas áreas, como saúde, assistência social e educação, são caminhos que podem ter impactos positivos para o cenário atual de HIV/Aids. Ela comentou que existe um “engasgo” no ambulatório do hospital, mas uma nova planta para reforma está em avaliação e já existe recurso garantido.
O presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Edmar Fernandes, comentou a importância de oferecer condições de trabalho, medicamentos e exames para acompanhamento dos pacientes. “Entendo a necessidade de ampliar o ambulatório do São José, mas ainda acho que é melhor reabrir as unidades do interior, dar condições de atendimento”, pontuou.
Ana Virgínia Porto Freitas, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/CE), afirmou ser importante o debate sobre o tema para combater a invisibilidade e para que a sociedade tenha dimensão dos problemas enfrentados, especialmente no momento de desmonte de políticas públicas, que precisam, na verdade, de ampliação.
SA/CG
Alcance Enem
Alece 2030
Banco de Imagens
Banco Eletrônico de Leis Temáticas (Belt)
Biblioteca
Canal Alece - Ouvidoria
Carta de Serviços da Alece
Casa do Cidadão
Centro de Estudos e Atividades Estratégicas
Centro de Prevenção e Resolução de Conflitos
Comitê de Imprensa
Comitê de Prevenção e Combate à Violência
Comitê de Responsabilidade Social
Contatos da Alece
Departamento de Saúde e Assistência Social
Diário Oficial da Assembleia Legislativa
Editais de Licitação
Emissão de Certificados
Escola Superior do Parlamento Cearense (Unipace)
Escritório de Desenvolvimento Institucional do Legislativo (Edil)
Escritório de Direitos Humanos Frei Tito de Alencar
Inesp
Manual de Identidade Visual
Memorial Deputado Pontes Neto - Malce
Observatório da Mulher Cearense
Portal da Transparência
Portal do Servidor
Procon
Procuradoria Especial da Mulher
Protocolo digital
Sala do Empreendedor
Selo Alece ESG na Gestão Pública
V-Doc Administrativo
Veja também