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Exposição "Memórias da Pele" revela a situação de pacientes com hanseníase

Por ALECE
06/11/2018 20:46 | Atualizado há 9 meses

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- foto : Marcos Moura

O Coletivo Aluminoso trouxe, nesta terça-feira (06/11), para a Assembleia Legislativa a exposição fotográfica “Memórias da Pele”, apresentada na entrada do Complexo de Comissões Técnicas durante o debate sobre a situação do Centro de Convivência Antônio Justa, em Maracanaú.

Foram expostas 35 fotos que retratam histórias de superação, garra e força dos internos da antiga Colônia Antônio Justa. O centro abrigou por muito tempo pacientes portadores de hanseníase, e hoje ficaram alguns remanescentes.

Jamile Medeiros, uma das fotógrafas, disse que os pacientes chegaram à entidade muito jovens e viveram toda a vida na colônia. Agora o Estado está tentando ressocializá-los. "Queremos mostrar que isso é desumano, porque são pessoas que nunca tiveram uma vida fora do centro. Hoje são idosas e agora terão que se ressocializar com quem?” pergunta a fotógrafa.

Jamile acrescentou ainda que toda a história da Colônia Antônio Justa e do bairro que se formou no entorno está sendo destruída. Os prédios antigos estão sendo depredados e invadidos por pessoas em busca de moradia.

A ideia do Coletivo Alumioso, segundo Jamile Medeiros, é levar a exposição para shoppings em Maracanaú e Fortaleza.

Em paralelo à exposição, a Comissão de Direitos Humanos da AL realizou audiência pública para discutir a situação do Centro de Convivência Antônio Justa e da comunidade em seu entorno. A iniciativa foi do deputado Renato Roseno (Psol).

WR/LF

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