Renato Roseno pede razoabilidade diplomática na recepção de delegações nos EUA
Por Ricardo Garcia11/06/2026 11:06 | Atualizado há 1 dia
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O deputado Renato Roseno (Psol) defendeu, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta quinta-feira (11/06), uma reflexão sobre as tensões geopolíticas envolvendo países que vão jogar a Copa do Mundo 2026 e como isso tem refletido no tratamento de delegações. A competição começa hoje, com jogos nos Estados Unidos, México e Canadá.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alece lamentou recentes episódios de constrangimento a que foram submetidos atletas, árbitros, dirigentes e delegações de diversos países na chegada aos Estados Unidos para participarem do torneio.
O deputado citou os casos do árbitro da Somália, Omar Artan, que foi impedido de entrar por alegadas “questões de verificação”, segundo autoridades norte-americanas, e da delegação da Seleção do Senegal, revistada ainda na pista do aeroporto no desembarque no país.
“São diversas delegações, torcedores e profissionais credenciados para cobrirem a Copa que estão sofrendo revistas vexatórias, humilhações e discriminação para estarem em um torneio que, legitimamente, ganharam o direito de participar”, apontou Renato Roseno.
Para ele, a Copa do Mundo é o maior evento esportivo do planeta e deveria ser motivo de festa e de congraçamento entre os povos. “A Copa começa hoje marcada pela discriminação, pelo preconceito, pela xenofobia, pela intolerância e pelo clima de guerra”, avaliou, complementando que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conseguiu “transformar o evento em guerra”.
O deputado comentou ainda que, embora a Copa do Mundo não tenha o poder de refazer relações diplomáticas estremecidas ou de mudar a geopolítica mundial, ela, assim como outros eventos, pode simbolizar um momento de diplomacia e de trégua.
“Nem na Olimpíada de Berlim, em 1936, que aconteceu sob o regime de Adolf Hitler, o nazismo interferiu. Agora, temos, no dia da abertura da Copa, o presidente Trump anunciando um bombardeio contra o Irã, um dos países que disputam a competição. Isso é contrariar qualquer bom senso ou razoabilidade diplomática”, assinalou o Roseno.
Edição: Gleydson Silva
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