Camilo Santana comenta importância do plebiscito popular
Por ALECE03/04/2014 14:46 | Atualizado há 9 meses
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Em pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (03/04), o deputado Camilo Santana (PT) destacou a audiência pública realizada ontem na AL, promovida pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que debateu o plebiscito popular do sistema político brasileiro. O parlamentar ressaltou que a frente mais interessada em discutir a questão é a dos movimentos sociais. “Acho importante que haja esse interesse da população. Também é importante questionarmos os interesses que impedem que haja uma reforma política no País”, disse.
Para Camilo Santana, o fato de a população querer discutir um assunto de tamanha importância, quando o Congresso Nacional não quer, é louvável. “É uma ferramenta democrática. Por que não deixar a população participar das decisões políticas do País?”, questionou. O deputado lembrou que o plebiscito popular foi utilizado pela última vez em 2005, para questionar a posição do povo sobre o desarmamento.
O parlamentar informou que a deputada Rachel Marques (PT) dará entrada em um projeto visando à criação de uma subcomissão da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) para aprofundar o debate sobre o plebiscito. Camilo Santana afirmou que, em todos os estados brasileiros, os movimentos sociais estão se mobilizando voluntariamente para viabilizar a pesquisa.
Em aparte, os deputados Osmar Baquit (PSD), Professor Pinheiro (PT) e Antonio Carlos (PT) também se manifestaram a favor do plebiscito popular.
Osmar Baquit frisou que o sistema político atual não é democrático, pois, no caso das eleições, o candidato mais votado nem sempre é o que representará a população. “Espero que façamos essa discussão e que possamos contemplar a todos igualitariamente”, disse.
Professor Pinheiro levantou a questão dos partidos. De acordo com ele, “a reforma pode acabar com muitos partidos, mas temos que separar as coisas”. De acordo com o deputado, é importante reconhecer a importância dos partidos históricos e mantê-los, além de coibir os partidos de aluguel, “montados apenas para defender os interesses dos seus filiados”.
Já Antonio Carlos entende que é com a participação popular que se construirá uma verdadeira democracia.
PE/AT
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