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Camilo Santana defende compra de usina pelo Estado

Por ALECE
19/02/2014 15:00 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Camilo Santana (PT) - Foto: Maximo Moura

No primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (19/02), o deputado Camilo Santana (PT) rebateu críticas do deputado Heitor Férrer (PDT) em relação à compra, pelo Governo do Estado, da usina de etanol Manoel Costa Filho, situada no município de Barbalha.

A empresa foi adquirida por meio de leilão, em junho de 2013, pela Agência de Desenvolvimento Econômico Ceará (Adece), pelo valor de R$ 15,6 milhões. “O importante é que houve decisão política do Governo”, considerou o deputado.

De acordo com Camilo Santana, houve um “apelo forte” da sociedade caririense no sentido de que o Governo do Ceará interviesse no fechamento da usina. “A Usina Manoel Costa Filho foi responsável por milhares de empregos diretos e indiretos no sertão do Cariri”, disse. Para ele, é também papel do Estado a intervenção para que uma empresa responsável por tantos empregos não feche as portas.   

Conforme lembrou o deputado, em 2007, a usina já contava com problemas fiscais e trabalhistas, o que a impedia de receber investimentos de outras empresas. Outra questão a ser resolvida na ocasião, segundo ele, era o fornecimento de energia, uma vez que a empresa retirava água bombeada com energia da Coelce – ou seja, sem geração própria de energia.  

 “Tive a honra e iniciei esse processo por determinação do governador Cid Gomes, de discutir quais eram as alternativas que se teria para auxiliar essa usina”, apontou o deputado, que, naquela ocasião, era o titular da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA).

“A ideia do Estado foi que ela fosse para o leilão, mas com a integridade dos equipamentos que ali estavam. Esse processo demorou de 2009 até 2013, quando a Justiça autorizou o leilão. Não tinha nenhum investidor neste País ou fora do País que quisesse investir na usina se não resolvessem os problemas trabalhistas”, ressaltou.

Outro ponto levantado pelo parlamentar que dificultou a situação da usina foi a desaceleração da produção do etanol no Brasil devido à falta de incentivos. “Isso dificulta que investidores queiram investir no Brasil, principalmente na área do etanol”, disse.

Em aparte, os deputados Roberto Mesquita (PV), José Sarto (Pros) e Osmar Baquit (PSD) elogiaram a iniciativa do Governo. “Também imagino que o Governo agiu certo. O Governo não pode ficar alheio a uma atividade que gera empregos e fomenta a economia com um negócio que tem a cara da região”, opinou Mesquita.

Baquit exemplificou que outros países, como a Holanda, também promovem auxílios a empresas para não deixar funcionários desempregados. “Quando o Governo não entra para ajudar, as pessoas criticam. Quando entram para ajudar, as pessoas criticam”, complementou.

Líder do Governo, Sarto destacou que “é papel do Estado, sim, fomentar a economia do Ceará”. Sobre a captação de investimentos para a usina, o parlamentar afirmou que “existem, sim, empresários americanos do Vale do Silício interessados”.

RW/CG

 

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