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Carlomano diz que MP comete excessos no Estado

Por ALECE
11/03/2014 14:16 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Carlomano Marques (PMDB) - Foto: Paulo Rocha

Durante o primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (11/03), o deputado Carlomano Marques (PMDB) afirmou que o Ministério Público brasileiro, em especial no estado do Ceará, vem agindo em algumas situações com “excessos”. O parlamentar citou casos ocorridos em alguns municípios, criticando a atitude em relação ao próprio Poder Legislativo.

Mesmo destacando a relevância que tem o Ministério Público, considerado por ele como o maior presente dado pela Constituição de 1988 ao Brasil, afirmou que, como em toda instituição, existem as disparidades, os excessos e exorbitâncias. No Ceará, “o que está acontecendo por parte dos os promotores é algo absurdo”.

Em Quixadá, mencionou a prisão do prefeito João Hudson Bezerra e todo seu secretariado, pedida pela Corte e acatada pela Justiça. No entanto, de acordo com o deputado, a juíza da 2ª Vara da Comarca de Quixadá, Ana Cláudia Gomes de Melo, concluiu que não existe nada contra os acusados. O parlamentar lembrou ainda da defesa, por parte da população, em favor do prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta, para que não fosse afastado da prefeitura. Pimenta foi acusado pelo Ministério Público do Ceará de manter um suposto esquema de corrupção envolvendo vereadores e servidores públicos.

“O maior patrimônio do homem público é a imagem. No dia em que um prefeito ou um deputado for algemado, o patrimônio dele acaba (politicamente). E o Ministério Público tem exorbitado”, reiterou. O peemedebista repudiou também a atitude do MP em questionar a realização do programa “Ceará sem Drogas”, encabeçado pelo presidente da Assembleia, deputado Zezinho Albuquerque (Pros), cuja iniciativa foi louvada por Carlomano.

Outra atitude do MP criticada pelo parlamentar foi a recomendação ao prefeito Roberto Cláudio (Pros), ontem (10), para que não autorize o início das obras de intervenções na Cidade. A medida inclui a demolição da Praça Portugal. O parlamentar discordou da postura do MP e disse que não entende. “Não posso e nem quero entender” como um prefeito eleito pelo povo de maneira mais pacífica e discutida possível terá que prestar contas dessa forma. “O poder emana do povo. Ele só tem que prestar contas ao povo”, afirmou, destacando que não há promotor com maior autoridade que o próprio povo. “Temos que ter cuidado com esses excessos que, ao fim, prejudicam mesmo é a democracia”, acrescentou.

Em aparte, o deputado Lula Morais (PCdoB) lembrou que, na semana passada, abordou a proibição do MP em relação à divulgação dos trabalhos realizados pelo senador Inácio Arruda (PCdoB), alegando campanha antecipada. Para ele, a transparência deveria ser estimulada, e não proibida.
LS/AT

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