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Carlomano Marques cobra apuração da compra de refinaria pela Petrobras

Por ALECE
21/03/2014 15:04 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Carlomano Marques (PMDB) - Foto: Paulo Rocha

No primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (21/03), o deputado Carlomano Marques (PMDB) cobrou do Senado e da Câmara Federal uma posição no caso da compra da refinaria de Pasadena, no Texas, Estados Unidos, pela Petrobras. “Não estou contra a presidente Dilma, acredito na honestidade dela, mas não mais na capacidade de gestão. Só uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) tem condições sociais e políticas de investigar e encontrar os culpados. Não investigar é um crime ainda maior que o roubo. A Petrobras é patrimônio do povo brasileiro, como já disse o ex-ministro Ciro Gomes”, pontuou.

Em setembro de 2006, a Petrobras adquiriu da belga Astra 50% da refinaria de Pasadena, por US$ 360 milhões. Ocorre que a Astra pagou pela mesma companhia US$ 42,5 milhões, um ano antes. “A compra da refinaria teve autorização do Conselho de Administração da Petrobras, que, na época, tinha à frente Dilma Rousseff. A presidente deu aval. Agora disse que não leu o que estava escrito”, observou Carlomano.

O parlamentar acredita que a discussão deve girar em torno das cláusulas contratuais aceitas. “No contrato está bem claro, se tivesse algum desentendimento entre as partes, a Petrobras ficaria obrigada a comprar a outra metade pelo preço que a Astra definir. Está no contrato e não adianta dizer que não leu. Não adiantou brigar na Justiça. Agora, se isso não é roubo, é muito parecido”, frisou.

O deputado comentou a prisão do ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, na quinta-feira (20/03), pela Polícia Federal. “Paulo Roberto é nome grande na Petrobras e foi preso por lavagem de dinheiro”, comentou. Carlomano Marques ainda citou outros nomes envolvidos, como o do ex-presidente da companhia Sérgio Gabrielli e do ex-diretor da área internacional Nestor Cerveró.

Em aparte, o deputado Lula Morais (PCdoB) questionou se o valor pago pela Petrobras seria apenas pela refinaria. “O valor total foi só com o equipamento ou com o material que estava lá?”.

Fernando Hugo (SDD) afirmou que, se uma CPI for instalada, outra situação vai aparecer. “A clemência pela não instalação da CPI mostra que a história é mais fedorenta”, enfatizou.

O deputado Welington Landim (Pros) afirmou que a não leitura do contrato é um procedimento padrão. “Todo mundo sabe que o que é lido é o resumo. O que deve ser discutido é quem planejou tudo isso”, acrescentou.
YI/AT

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