Oradores

Carlomano Marques critica mídia e pede apoio para aos policiais

Por ALECE
25/04/2014 16:31 | Atualizado há 9 meses

Compartilhe esta notícia:

Dep. Carlomano Marques ( PMDB ) - foto: Máximo Moura

 

No segundo expediente da sessão plenária desta sexta-feira (25/04), o deputado Carlomano Marques (PMDB) voltou abordar as críticas que a mídia e a sociedade têm feito em relação ao serviço policial. Para o parlamentar, é preciso proteger o profissional. “Dentro daquela farda tem um homem que é de carne e osso. É bom não esquecer que aquele homem está na rua porque tem vocação e foi treinando e a ação nos dá segurança”, disse.

Segundo o deputado, hoje o polícia tem medo de enfrentar o bandido. A morte do dançarino conhecido como DG, do programa “Esquenta”, da rede Globo, no Rio de Janeiro, foi lembrado pelo deputado como exemplo de que a mídia comove as pessoas e as coloca contra os policiais. “Ele morreu porque estava com o pessoal do traficante Pitbull. Não estou dizendo que ele é traficante ou assassino, mas não estava com a pessoa certa. Não sei se foi polícia ou não. A mãe dele diz que quem matou o rapaz foi a polícia e o laudo está dizendo o contrário. O erro da mídia é esse, comover as pessoas desta forma. Quer dizer que eles não querem a polícia?”, indagou. 

Para o deputado, as teses erradas estão tomando conta da mídia no Brasil. “O cara liga a televisão e vê que a polícia bateu e torturou. Daí bota a culpa na polícia e não era para ser assim”, complementa. 

O deputado Carlomano Marques criticou ainda a postura de membros do Partido dos Trabalhadores (PT), com relação a instalação da CPI da Petrobras. De acordo com Carlomano, o presidente do Senado, Renan Calheiros, havia combinando com a base do PT de entrar com um recurso contra a decisão do Supremo Tribunal Federal em instalar a comissão. Os petistas mudaram de ideia. “O presidente teve que ir a Roma e, nesse intervalo, foi traído pela base resolvendo não contrapor a Ministra. Esse pessoal não tem compromisso com ninguém. Como o PT tem se comportado é uma coisa que não tenho visto nem em filme de terror”, comentou. 

Em aparte, o deputado Augustinho Moreira (PV) lembrou o caso Rachel Sheherazade, jornalista de uma rede de televisão no Brasil, que comentou sobre um jovem que estava sendo torturado por populares. Ela havia dito que as pessoas estavam fazendo justiça com as próprias mãos e que concordava. “Mas a lei não prevê que a população possa se vingar de um infrator”, observou Augustinho. Ele ressaltou que é preciso analisar a postura da nossa mídia, que influência a população a fazer coisas que não deveriam. “Acho que a mídia também tem que ter limite.” 

DF/AT

Veja também