Carlomano Marques defende prática da ortotanásia
Por ALECE23/04/2014 16:10 | Atualizado há 9 meses
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No segundo expediente da sessão plenária desta quarta-feira (23/04), o deputado Carlomano Marques (PMDB) defendeu a prática da ortotanásia, termo que define a morte natural, sem interferência da medicina. Segundo o parlamentar, a ortotanásia confere dignidade ao paciente, já que permite que ele morra naturalmente, em casa, com a família ao lado.
O deputado destacou que a prática da ortotanásia não é semelhante a da eutanásia, que é o direito da família de pôr fim à vida de um ser humano em estado terminal e sem chances de recuperação do ponto de vista médico. Nem ao suicídio assistido, que ocorre quando um paciente terminal, que não consegue concretizar sozinho sua intenção de morrer, solicita o auxílio de um familiar ou médico para a morte.
“Sou contra a eutanásia e o suicídio assistido, que, inclusive, não são permitidos no Brasil, segundo o Código Civil brasileiro, além de serem condenados do ponto de vista religioso. Mas não sou a favor da distanásia, que visa distender o máximo possível a vida de um paciente que já está se deteriorando”, afirmou.
Carlomano Marques salientou que, na distanásia, o paciente fica internato, entubado, em coma e mantido vivo apenas por aparelhos. “A distanásia causa séria agressão não só do ponto de vista do ser humano, mas também da saúde pública. Já a ortotanásia permite que o paciente vá para casa e morra naturalmente, sem sofrimento. Eu e minha família mantivemos a minha mãe no hospital por quase duas semanas e não tivemos a atitude de levá-la para casa. Hoje em dia, com certeza, faríamos diferente”, observou.
GM/AT
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