Dedé Teixeira destaca audiência sobre preservação da caatinga
Por ALECE29/04/2014 14:52 | Atualizado há 9 meses
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No primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (29/04), o deputado Dedé Teixeira (PT) destacou a audiência pública em alusão ao Dia Nacional e Estadual da Caatinga, celebrado em 28 de abril, que vai debater a conservação do bioma. O debate vai acontecer na tarde desta terça-feira, no Auditório Murilo Aguiar da Assembleia Legislativa, a partir das 14h30. “É preciso tomar medidas urgentes para conservar o bioma caatinga, que está sendo degradado”, afirmou.
Segundo o parlamentar, o Ceará vive um período de seca, com quadra chuvosa irregular. “É importante debater e refletir sobre a seca e a convivência com o semiárido, para podermos levantar soluções que minimizem a degradação da caatinga e a estiagem que assola o interior do Estado”, disse.
Dedé Teixeira salientou ainda que a imprensa interpretou de forma equivocada as declarações do ex-presidente Lula à Rádio e Televisão de Portugal (RTP). Lula, no último sábado (26/04), comentou que o julgamento do mensalão “teve "80% de decisão política e 20% de decisão jurídica", além de afirmar que os condenados do mensalão não eram pessoas de sua confiança. “A teoria que dominou o mensalão é de inspiração nazista. Claro que há controvérsias sobre o julgamento, mas a imprensa sempre tenta desqualificar a fala de Lula”, apontou o deputado.
O parlamentar destacou o pronunciamento do deputado Fernando Hugo (SDD), que criticou a fala de Lula na entrevista. “Não adianta falar para tentar confundir a opinião pública. É preciso rediscutir os pontos sem querer confundir o povo sobre as questões reais que envolveram o mensalão”, disse.
Em aparte, o deputado Fernando Hugo (SDD) voltou a criticar as afirmações do ex-presidente. “Lula acha certo dizer que não conviveu com José Genoíno? Ele conviveu com os mensaleiros e condenados e mentiu para o povo dizendo que não”, apontou.
Já o deputado João Jaime (DEM) comentou sua preocupação com a estiagem do interior do Estado. O parlamentar destacou que, no Vale do Curu, a fruticultura, baseada no coco, sustenta 80% da população. “Não podemos perder ou deixar secarem os açudes que abastecem essa região, por exemplo. Se a fruticultura no Curu for perdida, são mais de cinco anos para retomar as atividades”, afirmou.
GM/AT
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