Eliane Novais defende campanha sobre uso consciente da água
Por ALECE27/03/2014 17:11 | Atualizado há 9 meses
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Durante o segundo expediente da sessão plenária desta quinta-feira (27/03), a deputada Eliane Novais (PSB) defendeu a realização de uma campanha de uso consciente da água por parte do Governo do Estado. Segundo ela, ofício sobre o assunto chegou a ser entregue nas mãos do governador, “mas a ideia foi ignorada”.
A parlamentar disse que “não há como convivermos com o semiárido sem aprendermos a cuidar do nosso bem mais precioso que é a água”. De acordo com ela, São Paulo vem há mais de um ano fazendo uma campanha nesse sentido e, aqui no Ceará, um Estado que tem quase a totalidade de seu território na região do semiárido, o governo não tem a mesma preocupação e “prefere se autopromover próximo do período eleitoral”.
A deputada disse que atitude diferente teve a direção do Sindiagua, presidida pelo dirigente Jadson Sarto, ao lançar uma campanha de uso consciente da água. Uma iniciativa que reforça o compromisso histórico dessa entidade com a preservação dos nossos recursos hídricos, pontuou.
A deputada comunicou que apresentou dois projetos de indicação nesse sentido. O primeiro sugere que 30% dos recursos em propaganda sejam destinados para uma campanha de uso consciente da água e o segundo propõe o abatimento na conta das pessoas que reduzirem o consumo de água em anos de seca.
Eliane Novais abordou ainda o último concurso público da Cagece. O tema, segundo ela, foi levantado numa audiência pública sobre o Dia Internacional da Água, que contou com a participação de um grupo de aprovados neste concurso. Eles reivindicam a convocação do cadastro de reserva composto por mais de 600 aprovados. Conforme relatou, o Governo do Estado, quando anunciou o concurso, em 2012, afirmou que o certame teria o objetivo de preencher 945 vagas, das quais apenas 315 foram preenchidas. Porém, o Governo do Estado assumiu o compromisso de, até o final a atual gestão, igualar a proporção de trabalhadores terceirizados e de funcionários de carreira.
“Hoje a Cagece tem para cada funcionário próprio três trabalhadores terceirizados. São, portanto, cerca de mil cagecianos (funcionários de carreira) e mais de três mil empregados terceirizados que atuam em condições de precariedade, vítimas de uma política de terceirização ostensiva da Cagece”, criticou. A parlamentar afirmou que há uma clara defasagem no quadro funcional da Companhia. A convocação do cadastro de reserva, portanto, deveria ser uma ação urgente, porque há cidades do Interior onde a Cagece atende que não possuem sequer um funcionário próprio de carreira.
A deputada destacou ainda que a Cagece, além de não garantir o cumprimento da promessa feita pelo Governado do Estado de convocar os concursados aprovados, vinculou a convocação de novos aprovados à aposentadoria de trabalhadores da empresa. “Qual será, portanto, a perspectiva de crescimento da Cagece, se não há a preocupação de elevar seus quadros funcionais?”, questionou.
Em aparte, deputado Antonio Carlos (PT) parabenizou o discurso em defesa da água, tema que ele considerou de grande relevância. Em relação à Cagece, defendeu o fortalecimento da companhia e garantir a convocação dos concursados aprovados.
LS/CG
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