Eliane questiona postura de Cid Gomes em seminários com universidades
Por ALECE19/02/2014 16:31 | Atualizado há 9 meses
Compartilhe esta notícia:
No segundo expediente da sessão plenária desta quarta-feira (19/02), a deputada Eliane Novais (PSB) afirmou que o governador do Estado, Cid Gomes, não vem reconhecendo o papel das representações das universidades estaduais e levantou “questionamentos desrespeitosos sobre a legitimidade de lideranças estudantis”.
A parlamentar se referiu aos seminários realizados pelo governador nas universidades, após o fim da greve de professores, servidores e estudantes, em 2013. Ela destacou que não tem o intuito de “tirar ou reduzir a importância dos seminários realizados nas três universidades”, mas sim de fazer “um desagravo à forma como o governador conduziu a sua participação nestes seminários, desacreditando, inclusive com ironias, os profissionais que se constituem como referenciais da comunidade científica. Demonstrando também pouca disposição para ouvir a divergência de opinião, contribuindo para o tensionamento e criando um clima desagregador”.
Na avaliação da deputada, o momento é de aprofundar o diálogo. “Espero uma nova postura do Governador na sequência das negociações, que foram acordadas no final da greve e ratificadas no seminário, ressaltando a importância de garantir a realização do concurso público, com a celeridade que a situação requer”, enfatizou.
Eliane Novais levantou o debate sobre a atual situação das universidades estaduais que, em 2013, iniciaram uma greve que envolveu professores, servidores e estudantes. Conforme lembrou a deputada, os grevistas da Uece, Urca e UVA ocuparam a Assembleia Legislativa para apontar as suas reivindicações. “As representações sindicais e de entidades estudantis, de forma muito qualificada e criteriosa, apresentaram as suas propostas e planos com um único objetivo: avançar mais no ensino, pesquisa e extensão”, disse.
Eliane Novais apontou informações de representantes do movimento grevista, que dão conta que as nomeações de novos professores feitas neste Governo não foram capazes de suprir a carência de cerca de 800 docentes. Outra questão se refere à regulamentação do Plano de Cargos Carreiras e Vencimentos (PCCV).
Os professores apontaram, segundo ela, que o Governo do Estado não tem investido os 5% da receita líquida do Estado, previstos na Constituição, nas universidades públicas. “Nos últimos anos o investimento chegou somente a 2,5% do previsto. Na ocasião, foi apresentada uma emenda ao orçamento do Estado, que tramitava na Casa em dezembro passado, com o objetivo de garantir os recursos”, observou Eliane.
RW/AT
Veja também