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Ely Aguiar relaciona aumento da violência à ineficácia do desarmamento

Por ALECE
02/10/2013 14:40 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Ely Aguiar (PSDC) - Foto: Paulo Rocha

Durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (02/10), o deputado Ely Aguiar (PSDC) relacionou o aumento dos índices de violência à ineficácia de políticas de desarmamento no País.

“A gente se pergunta: para que serve o Estatuto do Desarmamento? Quando ele foi editado, foi uma esperança no sentido de que a população fosse desarmada, principalmente o bandido, porque a pena estabelecida é de dois a quatro anos de reclusão, sem pagamento de fiança. Ou seja, crime inafiançável. De repente, entraram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), e o Estatuto caiu por terra, derrubando todas as pretensões de desarmar a população brasileira”, explicou.

Para o deputado, a Adin desmoralizou o Estatuto do Desarmamento. O parlamentar comentou o homicídio de um taxista, ocorrido na tarde de ontem (01/10), na avenida Francisco Sá, no bairro Carlito Pamplona, em Fortaleza.

Segundo ele, o criminoso portava uma pistola calibre 380, arma esta que só pode ser utilizada pela Polícia. “A Polícia constatou que ele era um homicida, havia matado uma pessoa e estava na mais completa liberdade”, afirmou o deputado. “Que justiça é essa?”, questionou, reclamando da morosidade para os julgamentos. “O que mais preocupa neste País é a impunidade, é a lei que é fajuta, é a morosidade da justiça”, acrescentou.

Ely Aguiar também apontou que o Brasil vem piorando nos índices de violência. “Em termos de violência, o Brasil se compara ao México: é um dos países mais violentos do mundo”, disse. O deputado afirmou, ainda, que a Polícia no País perdeu poderes com a Constituição e que as forças armadas estão sucateadas. RW/CG

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