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Fernanda Pessoa defende apoio a metroviários e aponta falhas no metrô

Por ALECE
26/03/2014 15:00 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Fernanda Pessoa (PR) - Foto: Máximo Moura

Durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (26/03), a deputada Fernanda Pessoa (PR) pediu uma mobilização com a bancada federal do Ceará para a aprovação do projeto de lei 6.876/2010. A matéria, de autoria da deputada federal Gorete Pereira (PR-CE), altera o artigo 103-C da Lei 10.233/2001. Segundo Fernanda Pessoa, essa Lei de 2001 alterou a 9.603/98, que garantia aos empregados transferidos da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para o Metrofor os recursos integrais para pagamento dos salários, vantagens e benefícios até dezembro de 2001.

A parlamentar disse que, desde 2006, os recursos deixaram de ser integrais e passaram a ser repassados por meio de aditivos. “E esses aditivos nunca mais foram repassados de maneira integral, como determinava a Lei 9.603/98. Como o repasse deixou de ser integral, o Metrofor passou a adotar a política salarial dos servidores do Estado, o que vem causando enormes prejuízos aos empregados transferidos em 2002”, ressaltou.

A parlamentar republicana informou ainda que, durante visita feita às linhas de metrô de Fortaleza com a deputada Eliane Novais (PSB), além das questões trabalhistas e das péssimas condições de trabalho dos metroviários, foram constatadas a falta de estrutura das estações e dos trens. “Pegamos os trens, tanto na Linha Sul como na Linha Oeste, descemos nas estações, conhecemos as instalações das estações, conversamos com os funcionários e vimos in loco a situação do metrô de Fortaleza e dos funcionários”, pontuou.

Entre os problemas detectados, citou a falta de ar-condicionado; trens lotados, com idosos e mulheres grávidas em pé; trens quebrados; atrasos e uma total incerteza de horários da chegada de trens, já que frequentemente ficam rodando apenas dois trens, após os outros terem apresentado problemas. A deputada observou ainda que não há rampa em nenhuma das estações subterrâneas. Há elevadores e escadas rolantes, porém, os geradores não estão funcionando. “Caso falte energia, esses equipamentos não funcionam”, pontuou.

Além disso, foram encontrados, segundo ela, problemas na infraestrutura das estações, e citou como exemplo pisos alagados dentro da estação, nas partes cobertas, sem nenhuma sinalização, podendo ocasionar acidentes.

Em aparte, manifestaram-se os deputados Heitor Férrer (PDT), João Jaime (DEM), Antonio Carlos (PT) e Júlio César Filho (PTN). Heitor lamentou “que depois de tanto tempo e de investimentos maciços, o metrô tenha a qualidade descrita pela senhora”. Jaime pontuou que as informações podem servir de subsídio ao debate sobre mobilidade urbana pelo Bloco de Oposição, criado na Casa. Antonio Carlos registrou a existência de um trem parado, no Bairro de Fátima, “pegando sol e chuva”.

Julio César Filho, vice-líder do Governo, informou que o engenheiro Rômulo Fortes, presidente do Metrofor, já se colocou à disposição para dar explicações sobre o assunto. O parlamentar ressaltou que a Linha Sul ainda está em fase de testes e garantiu que, quando for entregue à sociedade, os problemas estarão sanados.
LS/CG

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