Heitor critica compra de usina no Cariri pelo Governo Estadual
Por ALECE19/02/2014 14:54 | Atualizado há 9 meses
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No primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (19/02), o deputado Heitor Férrer (PDT) criticou a compra da usina de etanol na região do Cariri, no 1° semestre do ano passado, pelo Governo do Estado.
O deputado mostrou fotos da usina adquirida no município de Barbalha, por R$15,6 milhões, e disse que hoje a área precisa de proteção com guarda permanente privada, já que é patrimônio do Estado. “O Ceará participou do leilão, comprou um monte de ferro velho da Usina Manoel Costa Filho com a promessa de que iria reativar a empresa, e não fez”, pontuou.
Heitor Férrer leu parte da reportagem publicada no jornal Diário do Nordeste esta semana que mostra que o investimento não seria compensador. “Não há rentabilidade que justifique essa reativação ou a construção de novas usinas, disse a presidente da União da Indústria de cana-de-açúcar, Elizabeth Farina. E Alexandre Figorino, diretor do Itaú, afirmou que não há retorno para esse tipo de investimento. Quem fala são os especialistas e não eu, o deputado. Se fosse um bom negócio, empresários teriam feito a compra”, ressaltou o parlamentar. Heitor informou que vai solicitar do Governo os nomes dos interessados na reativação da usina de etanol.
A compra do equipamento foi autorizada por meio de lei aprovada na Assembleia Legislativa. Heitor Férrer disse que foi o único a votar contra a matéria, mas que entende a posição dos deputados que votaram a favor na época. “Quando isso acontece, nós queremos é que dê certo, mas isso foi em 2013 e nada até agora”, disse.
O deputado acredita que, com a compra da usina, o Estado fez o papel de corretor. “O Ceará entrou numa aventura descabida e me leva a imaginar que o fez na intenção de resolver problemas privados”, criticou.
Heitor Férrer afirmou que vai novamente encaminhar o caso ao Tribunal de Contas do Estado. “Assim como fiz na época, agora vou novamente reforçar o pedido de explicações junto ao Tribunal”, acentuou.
Em aparte, o deputado Ely Aguiar (PSDC) afirmou que votou favorável porque acreditava na reativação da usina. “Em 1990, a usina tinha 1.600 funcionários e era tida como a redenção do Cariri, e Barbalha era a terra dos canaviais. Nós, caririenses, acreditávamos nas promessas do Governo, e ainda estamos esperando”, enfatizou.
Eliane Novais (PSB), também em aparte, disse que votou com esperança de ver a usina, desativada em 2004, em funcionamento novamente. “Eu estou me sentindo enganada. Foi um voto de esperança, de quem quer ver o desenvolvimento da região”, pontuou.
YI/CG
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