Lula Morais diz que oportunistas querem desmoralizar Petrobras
Por ALECE21/03/2014 15:13 | Atualizado há 9 meses
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Durante o primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (21/03), o deputado Lula Morais (PCdoB) afirmou existir uma “turma de oportunistas” com o intuito de desmoralizar a Petrobras. “A estratégia que se faz: bate na Petrobras, reduz a sua moral, reduz o seu valor; e os oportunistas do mercado vão à bolsa de valores adquirirem as suas ações na baixa, sabendo que depois ela vai crescer”, ressaltou.
De acordo com o deputado, a previsão é que as ações da estatal tenham uma valorização de 46% a 50% nos próximos anos. O pronunciamento do parlamentar se refere à compra da refinaria de Pasadena, no Texas, Estados Unidos, por parte da Petrobras, em 2006. O negócio, que contou com o aval da presidente Dilma Rousseff, então chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, é alvo de investigação da Polícia Federal, Ministério Público, Tribunal de Contas da União e de uma comissão externa da Câmara dos Deputados, por suspeitas de superfaturamento e evasão de divisas.
Lula Morais apontou declarações do ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielle ao Senado Federal em agosto de 2013. Na ocasião, segundo o deputado, Gabrielle avaliou a compra da refinaria de Pasadena como positiva.
“A Petrobras comprou a refinaria, comprou estoques de petróleo, comprou produtos que, processados e vendidos, geraram faturamento. Quando adquiriu os outros 50% da refinaria, o barril passou a US$ 4,2 mil. Então, o negócio não foi superfaturado”, considerou, acrescentando que a refinaria continua em operação.
Em aparte, a deputada Rachel Marques (PT) destacou que “a Petrobras é um dos pilares centrais importantíssimos para a nossa indústria”. O deputado Antonio Carlos (PT), por sua vez, relacionou o escândalo com a proximidade das eleições presidenciais. “Estamos a nove meses das eleições. Estão querendo atingir a presidente Dilma”, opinou. O deputado Professor Pinheiro (PT) questionou os interesses de setores da imprensa no caso.
RW/AT
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