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Mauro Filho comenta resultados da economia nacional

Por ALECE
07/03/2014 16:12 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Mauro Filho (Pros) - Foto Máximo Moura

O deputado Mauro Filho (Pros) avaliou, durante o segundo expediente da sessão plenária desta sexta-feira (07/03), o desempenho da economia brasileira em 2013. O parlamentar lembrou que, nos primeiros quatro anos do Governo Lula, o PIB cresceu 3,5% em média, passando a 4,6% no segundo mandato. A expansão de 2,3%, no atual Governo, poderia indicar que o Brasil estaria crescendo pouco, sinalizou Mauro Filho. Mas esse índice, segundo o parlamentar, não deve ser entendido como ruim, haja vista a conjuntura mundial.

Para que se entenda o desempenho da economia, observou o deputado, é preciso dar transparência às contas públicas do País. “O Brasil precisa fortemente do capital internacional, porque teve, nos últimos 12 meses, um déficit de US$ 81 bilhões na balança comercial”.

De acordo com Mauro Filho, a taxa de juros não está sendo elevada para conter a inflação, porque o Banco Central está convencido de que o processo inflacionário está em declínio. Segundo o deputado, o objetivo seria atrair mais capital internacional, suprindo o déficit da balança comercial. “Se a moeda que entra no País for capital produtivo (IED), melhor ainda, disse Mauro Filho.

A recente desvalorização do real deixou a exportação mais barata. Isso, na avaliação de Mauro Filho, possivelmente vai aumentar o superávit na balança comercial. “Somente os gastos de turistas brasileiros no exterior gerou US$ 14 bilhões”, disse.

Mauro Filho explicou também o que o Estado intervém na economia, a partir da política cambial, da política fiscal e da política monetária. No que diz respeito à política monetária, o deputado citou a cobrança de depósitos compulsórios feitos pelo Banco Central, visando a controlar a quantidade de moeda disponível na economia. Conforme o parlamentar, o Banco Central hoje tem um compulsório de R$ 350 bilhões. Se houver queda da atividade econômica, ele pode diminuir esse volume, facilitando o crédito, a partir da redução dos juros cobrados.

Mauro Filho também explicou que a dívida pública do Brasil está em torno de 60% do PIB; esse número não é tão elevado, na sua visão, quanto o de outras grandes economias do mundo. “Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos essa relação está em 100%”, avisou. O deputado explicou que o Brasil, além de obter bons números, tem que demonstrar ao mercado que ele é crível, ou seja, é capaz de honrar os compromissos financeiros assumidos com o mercado internacional e não está com a sua economia desestruturada.

Em aparte, o deputado Antonio Carlos (PT) assinalou que o recente aumento dos juros não é nada se comparado a outros aumentos do passado. “Mas, apesar de atrair o capital internacional, essa elevação prejudica o que tem mesmo poder aquisitivo. Segundo o petista, “a gente vai ver que o Brasil atravessou a crise muito bem e essa elevação me parece um mal necessário, para o momento”.

O deputado Professor Pinheiro (PT) disse que não se deve trabalhar a economia apenas como uma coisa técnica, mas também política. “O Governo brasileiro tem papel fundamental para garantir o desenvolvimento do País. Se não houvesse o programa de construção de moradias, não haveria um aquecimento desse setor da economia”, acrescentou Pinheiro.
JS/AT

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