Mesquita solicita explicações sobre suposta viagem do governador
Por ALECE16/04/2014 14:52 | Atualizado há 9 meses
Compartilhe esta notícia:
No primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (16/04), o deputado Roberto Mesquita (PV) solicitou explicações sobre a suposta viagem do governador Cid Gomes para Punta Del Leste, no Uruguai.
A viagem, citada pelo deputado João Jaime (DEM), nesta manhã, despertou o questionamento dos outros deputados pelo fato de não ter sido informada com antecedência. De acordo com Jaime, o governador teria viajado em um jato pago com dinheiro do Estado na segunda-feira (14/04), para Brasília, e de lá teria seguido para o Rio Grande do Sul e embarcado no jato particular do empresário Alexandre Grendene para sua mansão em Punta Del Leste.
“Ontem à tarde, soubemos que o presidente do Tribunal de Justiça havia assumido o Governo do Estado, ele que é o terceiro na linha de sucessão, apesar do vice-governador e do presidente da Assembleia estarem aqui. Se a informação for verdadeira, houve um desequilíbrio por parte do governador que causou constrangimentos, inclusive de natureza eleitoral”, considerou Mesquita.
O deputado disse não acreditar que o governador teria viajado usando o dinheiro público, e, portanto, não teria motivos para esconder essa viagem. “Acho mais que justo ele dar a reposta ao povo cearense. Ele pode ir para onde quiser, mas que tudo seja feito às claras. Ele não tem sorte com viagem. Já teve o episódio do caso da sogra, e quando disse que estava na Coréia buscando investimentos, estava num cruzeiro pelo mar mediterrâneo”, lembrou.
Para o parlamentar, Cid Gomes escolheu um mau momento para viajar, diante dos problemas que o Estado vem enfrentando. “Temos estiagem há três anos e a situação da violência que nos apavora. Não era para ele estar de férias, ainda mais escondido do povo. Vamos requerer que nos forneça seu itinerário, se ele realmente foi de jato daqui para o Rio Grande Sul”, declarou.
Em apartes, os deputados João Jaime (DEM) e Eliane Novais (PSB) concordaram que, se a viagem tivesse sido declarada, não teria nenhum problema, mas da forma que aconteceu houve um problema regimental. Já o deputado José Sarto (Pros) disse que respeita a ação da oposição, mas afirmou que não se pode trabalhar com hipóteses. “Não foi uma viagem oficial”, declarou o líder do Governo na Casa.
LA/CG
Veja também