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Pinheiro contesta matéria da Veja sobre denúncias do livro de Romeu Tuma

Por ALECE
12/12/2013 15:55 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Prof Pinheiro (PT) - Foto: Paulo Rocha

O deputado Professor Pinheiro (PT) rebateu, nesta quinta-feira (12/12), durante o segundo expediente da sessão plenária, as declarações do deputado Fernando Hugo (SDD) feitas na sessão de ontem. Hugo citou matéria da revista Veja sobre o livro “Assassinato das reputações – um crime de Estado”, de Romeu Tuma Júnior, onde o autor diz que quando secretário do Ministério da Justiça, na gestão petista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi instado a abrir processo contra Tasso Jereissati.

De acordo com Professor Pinheiro o método da revista Veja é conhecido e se caracteriza por fazer uma matéria elogiando um grupo econômico ou personalidade, e “se não vier aquilo que ela quer”, fazer outra matéria destruindo o personagem. “Esta revista não tem qualificação para servir de referência”, declarou. Ele pediu que as pessoas investigassem os motivos que levaram Romeu Tuma a sair do governo. Pinheiro afirmou que o livro “Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Júnior, traz relatos e documentos sobre as habilidades dos tucanos em montar dossiês. Pinheiro leu trechos que apontam a realização de dossiês mesmo entre membros do próprio partido, como José Serra e Aécio Neves.

O deputado disse ainda que na mesma matéria da revista sobre o livro, “disseram que a movimentação dos metalúrgicos era combinada com a ditadura militar”. Ele afirmou que isso é um desrespeito à memória dos brasileiros que derramaram sangue pela causa.

Ainda durante seu pronunciamento, Professor Pinheiro citou dados divulgados pelo IBGE, a partir do censo de 2010, sobre a população jovem. Ele citou a informação de que 20% dos jovens brasileiros não trabalham e não estudam. O parlamentar fez uma contextualização com a migração da população brasileira para as zonas urbanas. “No Brasil 85% das pessoas vivem nas zonas urbanas atualmente e no Ceará são cerca de 73%”, disse. Para Pinheiro, é preciso que sejam elaboradas políticas públicas para os jovens. “Precisamos de mecanismos para o Estado possa intervir para que os jovens que abandonam a escola e não têm emprego possam ter perspectiva mais adequada”, concluiu.
HS/CG

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