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Professor Pinheiro destaca reportagens com denúncias contra tucanos

Por ALECE
23/04/2014 16:01 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Prof Pinheiro (PT) - Foto: Máximo Moura

O deputado Professor Pinheiro (PT) comentou, no segundo expediente da sessão plenária desta quarta-feira (23/04), reportagens que tratam de supostos envolvimentos do doleiro Alberto Youssef com os tucanos Aécio Neves, Álvaro Dias e Pimenta Veiga.

O parlamentar leu matérias publicadas por jornais de circulação nacional. Em uma delas, consta investigação do Ministério Público na Prefeitura de Maringá, norte do Paraná. De acordo com a publicação, a Promotoria ainda não tem ideia sobre o total do dinheiro desviado dos cofres públicos de Maringá, que agora está em mais de R$ 100 milhões. “Quase o orçamento anual da cidade, em torno de R$ 110 milhões”, frisou Professor Pinheiro.

O petista citou outra reportagem na qual consta que Aécio Neves, pré-candidato tucano à Presidência da República, não teria interesse em aprofundar as denúncias que envolvem Alberto Youssef, porque a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Light teriam ligações com o doleiro.

O deputado João Jaime (DEM), em aparte, disse que Professor Pinheiro estava lendo trechos do livro “A Privataria Tucana”, que foi encomendado pelo PT contra o PSDB. De acordo com o democrata, a publicação não merece credibilidade. Ele aproveitou para defender a criação da CPI para investigar a Petrobras e outras duas: uma para apurar denúncias contra o metrô de São Paulo e outra para o Posto de Suape, em Pernambuco.

Professor Pinheiro defendeu o livro, que foi escrito pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. “Em um primeiro momento, tentaram desqualificar a obra, afirmando que estavam fazendo um dossiê contra José Serra. Mas trata-se de um levantamento muito sério e que já vendeu muitas edições”, disse o petista.

Professor Pinheiro também citou denúncias contra Pimenta da Veiga, que foi indiciado por suspeita de lavagem de dinheiro, e Eduardo Azeredo, que, segundo o petista, renunciou ao mandato de deputado federal para não ser julgado no “mensalão mineiro”.
CP/AT

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