Professor Pinheiro lamenta morte de cinegrafista em manifestação
Por ALECE11/02/2014 13:18 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Professor Pinheiro (PT) disse, no primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (11/02), que considerou lamentável a morte do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, da rede Bandeirantes, durante manifestação no Rio de Janeiro. “Infelizmente, alguns usam o regime democrático de direito para extrapolar qualquer vivência democrática, utilizando-se da violência”, frisou.
O parlamentar destacou que há atos criminosos sendo realizados, como a queima de um fusca, de propriedade de um serralheiro, durante uma manifestação. Professor Pinheiro defendeu a proibição de máscaras. O parlamentar lembrou o assassinato do jornalista Wladimir Herzog, nos porões do DOI-Codi, aparelho repressor do sistema, implantado no Brasil nos tempos da ditadura. “Eram montados verdadeiros cenários para dizer que os perseguidos pelo sistema tinham sido mortos em combate”, assinalou.
De acordo com o parlamentar, os opositores do sistema, na época da ditadura, eram taxados de terroristas perigosos e eram perseguidos. “Três pessoas conversando já poderia ser considerado um ato subversivo e enquadrado na Lei de Segurança Nacional”, acentuou. “Infelizmente, hoje ainda há parte da imprensa que apoia ações contra os direitos humanos, a exemplo do que acontecia na ditadura”, disse.
Pinheiro avaliou que atualmente determinados eventos estão sendo usados para desestabilizar os governos e, “por falta de bandeira”, partidos políticos buscam criar cortinas de fumaça para tirar proveitos eleitorais.
Em aparte, a deputada Rachel Marques (PT) disse que as manifestações violentas têm o “nosso repúdio”. Para ela, não se pode admitir retrocessos no processo democrático. A deputada lembrou ainda que o Partido dos Trabalhadores surgiu das lutas sociais.
O deputado Welington Landim (Pros) explicou que a ação violenta dos black blocks atinge toda a sociedade. “Isso está se tornando uma guerra e quem está lá não sabe o que vai acontecer. Espero que isso não atinja o direito de expressão. Acho que nem Polícia nem Exército estão preparados para agir nesses casos”, acrescentou.
O deputado Manoel Duca (Pros) disse que estamos vivendo uma escalada da violência. “O Governo está sem pulso. Mataram também o jornalista Tim Lopes, nos morros do Rio de Janeiro. Sempre fui a favor que chamassem as tropas federais. Isso é falta de pulso. A ministra Maria do Rosário está acabando com tudo por falta de repressão aos excessos". O deputado defendeu o uso das Forças Armadas. Professor Pinheiro observou que as Forças Armadas não são preparadas para agir nas ruas. “Repressão nunca foi solução para a violência”, observou.
JS/AT
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