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Celditec visita instituições religiosas em zona disputada entre Piauí e Ceará

Por Lindalva Montezuma/com Comunicação Interna
16/10/2023 13:03 | Atualizado há 9 meses

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- Foto: Divulgação

O coordenador do Comitê de Estudos e Limites Territoriais do Ceará (Celditec), Luís Carlos Mourão, prevê consolidar este mês os resultados de audiências realizadas com os bispos dom Ailton Menegussi, da Diocese de Crateús, e dom Francisco Edmilson, da Diocese de Tianguá. Os encontros foram realizados em setembro.

"O objetivo maior foi o de recolher documentos que confirmem a presença e administração cearense, desde antes da criação das dioceses, capelas, igrejas e paróquias. Essas instituições desempenharam um papel fundamental na formação e consolidação das comunidades locais", acentua o coordenador. 

De acordo com Mourão, as duas cúrias diocesanas possuem documentos que registram fatos importantes da história da fé no Ceará, como a chegada dos primeiros padres, suas atividades missionárias, a construção das primeiras capelas e igrejas, além de outros eventos significativos. "Especificamente, também buscamos localizar igrejas pertencentes às dioceses, com datas de fundação, bem como locais de peregrinação religiosa, entre outras informações", acrescenta.

No encontro com os bispos, Mourão discutiu o litígio e o papel da religião e da cultura local na resolução do conflito. O coordenador também entregou um informativo que detalha a busca pelos documentos necessários. "Os líderes religiosos se comprometeram em conduzir pesquisas e fornecer informações encontradas, com o objetivo de fortalecer o senso de pertencimento da região ao estado do Ceará", enfatiza.

O coordenador também visitou a localidade de Três Irmãos, no distrito Santa Teresa, em Croatá. "Na comunidade dos Quilombolas, coletamos documentos para a ação judicial organizada pela Procuradoria da Alece, visando ingressar com essa comunidade no processo de litígio como amicus curiae (expressão latina que se refere a uma instituição que fornece subsídios para as decisões dos tribunais, fornecendo uma base mais sólida para questões relevantes e de grande impacto)", destaca Luís Carlos Mourão.

 

Edição: Adriana Thomasi

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