Comitê de Prevenção à Violência fortalece atuação em eixos estratégicos no primeiro semestre
Por Luciana Meneses, com informações da Assessoria02/07/2026 11:46 | Atualizado há 54 minutos
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Nos seis primeiros meses de 2026, o Comitê de Prevenção e Combate à Violência (CPCV) da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará trabalhou os seis eixos estratégicos para a prevenção à violência no Estado: formações, incidência política, monitoramento de homicídios, articulação interinstitucional e atuação em escolas. Neste primeiro semestre do ano, foram celebrados dez anos de atuação do CPCV.
Dentre os eixos estratégicos, o presidente do Comitê, deputado Renato Roseno (Psol), destaca a articulação “Cuidando em Rede”, que atua estrategicamente para o fortalecimento da atenção a vítimas de violência armada no Ceará.
“Foi este trabalho que inspirou, lá em 2024, a assinatura do ACT com o Ministério de Direitos Humanos. A partir das metodologias de mapeamento de serviços, da pesquisa e da sistematização dos resultados, o Comitê tem atuado nessa articulação nacional, junto à UNODC. A atuação interinstitucional capacita profissionais e fortalece os serviços que recebem pessoas que foram vítimas diretas ou indiretas da violência”, orgulha-se.
Ainda segundo o parlamentar, o Cuidando em Rede tem sido um importante eixo de atuação do Comitê no fortalecimento da rede de atendimento a vítimas de violência armada. “O primeiro semestre será fechado com 22 grupos de profissionais formados por uma equipe técnica, a partir de parcerias com o Programa Integrado de Prevenção e Redução da Violência (PReVio), a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) e a Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS)”, pontua.
A incidência nos territórios também se fez presente em escolas da rede pública de ensino. Com a metodologia Encruza nas Escolas, o Comitê levou diálogos de prevenção à violência aos estudantes de ensino médio da EEM Dona Júlia Alves Pessoa e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará (IFCE).
Como ação de longo prazo, o Comitê iniciou intervenções semanais estruturadas na EEEP Ícaro de Sousa Moreira, no bairro Granja Lisboa. O cronograma se estende de junho a setembro, envolvendo a comunidade escolar, como professores, funcionários, equipes de gestão e estudantes, em oficinas sobre prevenção à violência escolar e territorial.
Ainda no primeiro semestre, avançaram as etapas de efetivação do Acordo de Cooperação Técnica (ACT), firmado entre a Assembleia Legislativa do Ceará - por meio do Comitê - e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).
Com a participação na coordenação do mapeamento nacional da rede de atenção e proteção a crianças e adolescentes, o Comitê acompanha o planejamento, a formação das pessoas consultoras e a aplicação dos questionários do estudo inédito da rede de atenção e proteção a crianças e adolescentes vítimas de violência nas 27 Unidades da Federação (UFs). O trabalho é feito em parceria com a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
“O trabalho para a coleta de dados teve início em fevereiro, com a participação do Comitê na capacitação de pesquisadores e coletores realizada em Brasília. Prosseguimos com o monitoramento técnico cotidiano da base de dados e reuniões de alinhamento metodológico com a agência da ONU”, explica Thiago de Holanda, coordenador técnico do Comitê.
Edição: Gleydson Silva
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