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Médico urologista destaca cuidados com os rins no Conexão Alece

Por Ariadne Sousa
21/09/2026 11:07 | Atualizado há 5 horas

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Médico urologista destaca cuidados com os rins no Conexão Alece - Foto: Rodrigo Carvalho

O Conexão Alece, programa multiplataforma da Alece FM, recebeu, na manhã desta segunda-feira (21/09), o médico urologista Diego Capibaribe. Durante a edição, o profissional conversou sobre saúde renal e do trato urinário, abordando formas de prevenção, hábitos diários, mitos e sinais de alerta.

Segundo ele, com o avanço da tecnologia, os problemas renais estão mais fáceis de serem detectados, mas isso não exime as pessoas de ficarem atentas aos sinais emitidos pelo corpo. Entre os exames preventivos, o especialista destacou a ultrassonografia. “A gente consegue ver cistos benignos, tumores, dilatações. Ela identifica bem a maioria das doenças do rim, inclusive o rim saudável ou o rim que está ficando doente por motivos como pressão alta e diabetes”, apontou.

Outro indicador de atenção em check-ups é a taxa de creatinina, conforme frisou Diego Capibaribe. “O aumento da creatinina pode indicar maior produção desse resíduo natural, uso de creatina suplementar ou dificuldade do rim em filtrar. Enquanto a creatinina dá esse retrato metabólico e o ultrassom oferece uma visão geral, exames como tomografia e ressonância funcionam como filmagens detalhadas, sendo indicados para casos específicos por serem mais caros”, complementou.

Entre os comportamentos de risco, o médico apontou que o uso crônico e prolongado de anti-inflamatórios pode gerar sobrecarga nos rins e lesões nos vasos sanguíneos. “Em vez de recorrer continuamente a anti-inflamatórios para mascarar a dor, é fundamental investigar a causa primária com médicos especialistas”, aconselhou.

Com relação às enfermidades mais comuns, o profissional ressaltou o cálculo renal e a infecção urinária. “A dor da crise de cálculo renal é a mais gritante. Já a infecção urinária é mais comum nas mulheres, afetando cerca de 50% delas ao longo da vida”, explicou.

Ainda sobre as infecções urinárias, o médico esclareceu que não é recomendado que as mulheres façam xixi em posição suspensa para evitar contato com a superfície de vasos sanitários públicos, por exemplo. “A posição exige contração contínua da musculatura pélvica e das pernas. Essa tensão impede o relaxamento da pelve, fazendo com que a bexiga precise fazer uma força excessiva para esvaziar. Com o tempo, esse esforço contínuo pode deixar a bexiga rígida e espessa, levando à incontinência, urgência urinária, cistites e até problemas renais”, detalhou.

Os principais sinais de alerta na urina são o aspecto turvo e o odor muito forte, pontuou o médico. “Em geral, a cor normal é a transparente, que é quando você tá muito hidratado, ou um amarelo-ouro, que é um amarelinho clarinho”, disse. De acordo com ele, a cor depende do que foi comido, ingerido, se o indivíduo está bem hidratado ou tem doenças associadas.

Para manter uma saúde equilibrada, o médico orientou a diminuição do consumo de alimentos ultraprocessados e a ingestão de água, frutas, verduras e legumes variados diariamente. “Vai comendo de forma variada tudo aquilo que for o mais natural possível e esquece aquilo que é industrializado. Aquilo que você não conseguiria mais viver sem é aquilo que você precisa rejeitar, porque o que vicia geralmente é o que gera mau funcionamento do corpo”, finalizou.

Ariadne Sousa 

Edição: Gleydson Silva

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