Comitê debate violência letal contra jovens em audiência na Câmara de Trairi
Por ALECE10/05/2018 19:55 | Atualizado há 9 meses
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O relator do Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CCPHA), Renato Roseno, participou, na manhã desta quinta-feira (10/05), de audiência pública na Câmara Municipal de Trairi, onde apresentou o trabalho do colegiado e debateu medidas de prevenção à violência letal na juventude. A atividade foi solicitada por professores do município e reuniu estudantes de cinco escolas de ensino médio da rede pública estadual.
Renato Roseno apontou a produção de informação de qualidade sobre violência, agenda de prevenção contra os homicídios e mobilização social como três importantes tarefas do comitê da Assembleia Legislativa cearense. “A violência é o resultado da segregação. Não existem vidas de segunda classe, por isso temos repetido que cada vida importa”, reforçou.
O pesquisador Luiz Fábio Paiva, do Laboratório de Estudos da Violência (LEV) da Universidade Federal do Ceará (UFC), também integrou a mesa e apresentou um levantamento das políticas de segurança pública no Estado nas últimas décadas. “Segurança é um direito de cidadania. Precisamos pensar a segurança de uma forma mais ampla”, propôs.
Sociólogo e integrante da equipe técnica do CCPHA, Benjamim Lucas detalhou o perfil dos adolescentes assassinados no Estado, citando pesquisa de campo do Comitê que resultou no relatório Cada Vida Importa.
Conduzida pelos próprios estudantes, a solenidade também contou com a presença do representante da 2ª Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede), Lucas Alvino. Os alunos que assistiram à audiência estudam na Escola Profissionalizante José Ribeiro Damasceno e nas escolas de Ensino Médio Padre Rodolfo Ferreira da Cunha, Maria Celeste de Azevedo, Raimundo Nonato Ribeiro e Furtunato Severino da Costa.
O Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência tem participado de inúmeras atividades nas escolas do Estado, apresentando dados e informações sobre homicídios na juventude e sugerindo recomendações para prevenir essas mortes. Em 2017, 981 adolescentes foram assassinados no Estado.
Da redação/com Assessoria
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