Curso sobre Justiça Restaurativa promove aula inaugural
Por ALECE22/06/2023 14:04 | Atualizado há 9 meses
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O Centro de Mediação e Gestão de Conflitos da Assembleia Legislativa do Ceará, em parceria com a Coordenação de Mediação, Justiça Restaurativa e Cultura de Paz (Compaz) e Secretaria de Proteção Social do Ceará (SPS), promoveu, nesta quinta-feira (22/06), a aula inaugural do Curso de Justiça Restaurativa, Círculos de Construção de Paz e Gestão de Conflitos.
A iniciativa tem como objetivo formar facilitadores e cultivar a promoção de políticas públicas de cultura de paz no Ceará, contemplando servidores da Alece e de instituições parceiras. As facilitadoras são Lílian Gondim e Cristiane Holanda.
A articuladora do Centro de Mediação e Gestão de Conflitos, Jussara Alves, informa que o curso, voltado para os servidores, parceiros e demais público inscrito, visa contribuir para uma sociedade mais colaborativa e não violenta. "Queremos também contribuir com o Poder Judiciário, uma vez que as pessoas tornam-se protagonistas de suas decisões", pontuou. Ao todo, a iniciativa atende 53 pessoas inscritas, que irão se capacitar como facilitadores de círculos restaurativos.
Conforme Jussara Alves, além do público de Fortaleza, estão sendo atendidos pelo curso cearenses dos municípios de Icapuí, Russas e Cascavel, bem como representantes de instituições como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/CE) e Secretaria da Educação do Estado (Seduc). As aulas prosseguem nos dias 23, 29 e 30 de junho, das 9 horas às 12 horas e das 14 horas às 17 horas, na Sala C do 2º andar, anexo II da Assembleia (Edifício Deputado José Euclides Ferreira Gomes).
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Lílian Gondim, facilitadora do curso, durante a aula inaugural - Foto: Bia Medeiros
A facilitadora do curso, Lílian Gondim, informa que o curso é voltado para todas as pessoas que querem trabalhar com comunicação e escuta, para a pacificação de pessoas, sem necessidade de nenhuma qualificação prévia. "Vamos trazer valores humanos, fazer alusão à comunicação não violenta e uma metodologia dos círculos de construção de paz e restaurativos", ressalta
Lílian Gondim explica que essas experiências advêm da justiça restaurativa. "Quando há um dano entre pessoas, a gente procura compreender as pessoas envolvidas. Neste momento, temos as falas das pessoas que se vitimizaram e as que praticaram atos e danos prejudicando a vida das outras. Então, neste momento, a gente dialoga com as pessoas para que esta comunicação seja humanizada", afirma.
Conforme a facilitadora, o círculo faz parte de uma metodologia milenar, que busca resgatar formas de comunicação com pessoas que estão afetadas por emoções como raiva, tristeza ou em quadro depressivo, por exemplo.
A servidora Jacqueline Assunção, participante do curso, entende que a iniciativa dá aos participantes a capacidade de todos entenderam que somos humanos. "Assim, é possível trabalhar as questões e sementes internas da virtuosidade", destaca.
Da Redação/com Comunicação Interna
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