Eliane rebate declarações do governador sobre os consignados
Por ALECE20/04/2012 16:14 | Atualizado há 9 meses
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A deputada Eliane Novais (PSB) criticou, na sessão plenária desta sexta-feira (20/04) da Assembleia Legislativa, declarações dadas ontem pelo governador Cid Gomes sobre o escândalo dos empréstimos consignados. Ele descartou a possibilidade de tráfico de influência entre membros do Executivo e a empresa Administradora Brasileira de Cartões (ABC), responsável pela concessão dos créditos. Afirmou ainda que dá o caso por encerrado.
“Jamais o senhor poderia ter se pronunciado dessa forma. O senhor demonstrou um verdadeiro descaso para com servidores públicos, parlamentares e sociedade. O senhor foi muito infeliz”, afirmou Eliane.
Segundo ela, os funcionários foram levados a aderir a uma modalidade denominada “Cartão Único”, sob a promessa de que suas vidas financeiras seriam organizadas. A iniciativa teria partido do próprio Governo, com a implementação de um programa de sensibilização. Para Eliane, o que aconteceu, no entanto, foi o contrário. Ao invés de as dívidas serem renegociadas, os valores foram reescalonados. “Isso aconteceu de forma planejada e gerou ainda mais endividamento. Sabemos de casos de servidores que venderam sua moradia para pagar dívidas” relatou.
A parlamentar pediu a Cid Gomes que apresente elementos disponíveis para concluir pela inexistência de tráfico de influência e por fim à polêmica. “Não é o governador quem diz isso. É a Assembleia; são os órgãos de controle; é o Ministério Público”, elencou.
Para Eliane Novais, Cid e Ciro Gomes (ex-governador do Ceará) tentam blindar o chefe da Casa Civil da acusação de tráfico de influência. “É muito esquisito esse comportamento”, pontuou, adiantando que protocolará requerimento solicitando a vinda do secretário à AL para prestar esclarecimentos públicos sobre o escândalo.
Em aparte, o deputado Fernando Hugo (PSDB) frisou que, desde o início, as denúncias feitas pela bancada de oposição nunca foram no sentido de acusar qualquer representante do Estado, mas de pedir explicações.
Já o deputado Roberto Mesquita (PV) criticou o modo como o Governo conduz as investigações internas. Os trabalhos estão a cargo da Secretaria Estadual do Planejamento e Gestão (Seplag).
BC/AT
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