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Municípios apresentam ações de combate ao mosquito Aedes aegypti

Por ALECE
22/06/2016 19:52 | Atualizado há 9 meses

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encontro regional da Frente Parlamentar de Combate ao Aedes Aegypti realizado em Quixeramobim - Foto: Bia Medeiros

Cidades com experiências exitosas no combate ao mosquito Aedes aegypti apresentaram as principais medidas adotadas no controle do inseto. Entre elas estão a conscientização da população, o aumento no número de visitas domiciliares, o trabalho educativo nas escolas, a aplicação de telas em reservatórios de água, entre outras. A troca de experiências foi realizada durante encontro regional da Frente Parlamentar de Combate ao Aedes Aegypti realizado nesta quarta-feira (22/06), em Quixeramobim. A próxima reunião da Frente está marcada para a próxima terça-feira (28/06), às 14h, na Assembleia Legislativa.

Para o presidente da Frente Parlamentar, deputado Carlos Matos (PSDB), esses municípios conseguiram diminuir a infestação do mosquito com “iniciativas criativas e baratas”. O parlamentar também defendeu a ampliação de seis para 10 do número mínimo de visitas, por ano, dos agentes de endemia nas casas.

Já o relator da Frente Parlamentar, deputado Leonardo Pinheiro (PP), chamou a atenção para a gravidade das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti – a dengue, a febre chikungunya e a zika. “Estamos produzindo muito conhecimento para contribuir com ações públicas que venham a minimizar o problema dessas doenças infecciosas. Mas, se não houver participação da sociedade, infelizmente é uma guerra perdida”, comentou.

O presidente da Associação dos Municípios do Estado Ceará (Aprece), Expedito Nascimento, avaliou que a responsabilidade pelo combate ao mosquito não pode recair somente para as prefeituras. “Precisamos estar juntos para trabalhar uma ação bem concentrada, com o objetivo de erradicar esse mosquito”, disse.

Para a secretária-executiva da Saúde do Ceará, Lilian Alves Amorim, além  do esforço conjunto entre Estado e municípios, as prefeituras precisam focar em ações intersetoriais.

O prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta, ressaltou que a seca estimula o armazenamento de água nas residências, aumentando, assim, os focos de larvas do Aedes aegypti.  No município, o Poder Público investe em campanhas educativas, treinamento dos agentes de endemias, além de alterações na legislação.

A experiência de Santa Quitéria foi apresentada pelo prefeito Fabiano Lobo. Uma das medidas adotadas foi a distribuição de mudas de citronela, com a qual a população pode fabricar um repelente natural. Também são realizados mutirões de limpeza e intensificação das notificações dos casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

O município de Jaguaribe aposta na parceria com as escolas e criou um projeto no qual os próprios estudantes fazem visitas domiciliares. Segundo a secretária da Saúde do Município, Maria Zuleide Amorim, desde maio de 2014 a cidade não registra casos confirmados de dengue. Também foram apresentados os cases de Pedra Branca e Piquet Carneiro. 

Participaram ainda da audiência o coordenador do Centro de Apoio à Cidadania (CAO Cidadania) do Ministério Público do Ceará (MPCE), promotor Hugo Porto; o diretor da Fundação Oswaldo Cruz (Fioruz), Fernando Ferreira Carneiro, além de prefeitos e secretários da saúde de municípios do sertão central.

GS/AP

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