Apóstolo Luiz Henrique defende atuação das igrejas no combate à violência contra a mulher
Por Ariadne Sousa07/05/2026 10:40 | Atualizado há 1 hora
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O deputado Apóstolo Luiz Henrique (MDB) defendeu, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (07/05), que a efetividade das políticas de proteção às mulheres passe pelo fortalecimento de lideranças e pela realização de campanhas de conscientização.
Segundo o parlamentar, o pronunciamento foi motivado pela repercussão, nas redes sociais, de um trecho de uma pregação da pastora Helena Raquel, durante o 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, realizado em Camboriú (SC). Na ocasião, a líder religiosa criticou a omissão de líderes religiosos diante de temas como violência doméstica, abuso sexual e pedofilia.
Ao refletir sobre a violência contra as mulheres ao longo da história, Apóstolo Luiz Henrique citou uma passagem bíblica que ilustra a histórica desumanização feminina, quando, no texto, “uma concubina é entregue à própria sorte por quem deveria protegê-la e, após morrer em decorrência de abusos extremos, tem o corpo fragmentado e transformado em mensagem política”. “Em todo lugar, se não houver um líder que tenha bom senso, espiritualidade e proteja mulheres, pessoas vulneráveis e crianças, isso acontece”, afirmou.
Sobre as ações de seu mandato relacionadas ao tema, o deputado destacou duas leis estaduais, já em vigor, oriundas de projetos de sua autoria: a Lei n.º 19.674/2026, que dispõe sobre a afixação de cartazes informativos alertando sobre a violência contra a mulher em estabelecimentos comerciais e órgãos públicos da administração direta e indireta do Ceará, e a Lei n.º 17.333/2020, que trata da divulgação da Lei Federal do Feminicídio (Lei n.º 13.104/2015) em todos os estabelecimentos públicos de ensino do Estado.
Por fim, o parlamentar informou ter solicitado a realização de audiência pública na Alece para discutir o panorama da violência contra as mulheres no Ceará. “Vamos orar para que líderes sejam levantados para proteger crianças, mulheres e vulneráveis. Vamos fazer campanhas para haver cura e saúde mental para o povo”, concluiu.
Edição: Gleydson Silva
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