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Dra. Silvana defende cadastro de condenados por agressão à mulher e anuncia projeto

Por Narla Lopes
20/05/2026 11:32 | Atualizado há 58 minutos

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Dra. Silvana defende cadastro de condenados por agressão à mulher e anuncia projeto - Foto: Júnior Pio

A deputada Dra. Silvana (PL) defendeu, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quarta-feira (20/05), o fortalecimento de políticas de combate à violência contra a mulher, como o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher (CNVM), e anunciou que apresentará projeto nesse mesmo sentido, na Alece.

O projeto de lei n.º 1.099/2024, aprovado no Senado Federal, prevê criar um cadastro nacional de condenados por violência doméstica, estupro e feminicídio, incluindo a fotografia e outros dados dos agressores. Segundo ela, a medida representa um grande avanço. “Quem bate em mulher precisa ser responsabilizado e constrangido pelos seus atos. Não podemos mais aceitar impunidade”, afirmou.

Reconhecendo a importância da legislação, Dra. Silvana afirmou que pretende apresentar uma proposta semelhante à aprovada em âmbito nacional, com o objetivo de fortalecer mecanismos de proteção às mulheres e ampliar o combate aos casos de violência doméstica e feminicídio no Ceará.

A deputada também destacou que o enfrentamento ao problema exige ações efetivas do poder público, do Parlamento e da sociedade. Para ela, o combate aos agressores deve ocorrer por meio de leis mais rigorosas e políticas públicas de proteção às vítimas.

Dra. Silvana ainda rebateu críticas direcionadas às instituições religiosas e afirmou que as igrejas devem atuar como espaços de acolhimento, orientação e denúncia. “Eu não conheço nenhum verdadeiro pastor que apoie violência contra a mulher. Pelo contrário, a igreja deve orientar a denunciar e proteger essas vítimas”, declarou.

Em aparte, o deputado Tomaz Holanda (Mobiliza) declarou apoio à iniciativa e afirmou que votará favoravelmente a propostas voltadas à proteção das mulheres cearenses. 

Edição: Gleydson Silva

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