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Malce destaca importância dos centros de memórias e museus em roda de conversa

Por Guilherme de Andrade
20/05/2026 15:12 | Atualizado há 27 minutos

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O encontro integra a programação da 24ª Semana Nacional de Museus O encontro integra a programação da 24ª Semana Nacional de Museus - Foto: Alex Costa

Para debater a memória, resistência e os desafios da preservação das narrativas históricas, o Memorial da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará Deputado Pontes Neto (Malce) realizou, nesta quarta-feira (20/05), a roda de conversa “O que guardam as memórias”. O evento aconteceu no Complexo de Comissões Técnicas da Alece e buscou valorizar a importância dos centros de memórias e museus para povos historicamente silenciados. 

Com a presença de pesquisadores, educadores e representantes de comunidades tradicionais, a iniciativa integra a programação da 24ª Semana Nacional de Museus, coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que promove, anualmente, eventos voltados à valorização da memória, do patrimônio cultural e do papel social dos museus. 

Curador do Malce, Miguel dos Santos, destacou a importância de evidenciar espaços de memória. Foto: Alex Costa

O curador do Malce, Miguel dos Santos, destacou que o objetivo do evento foi evidenciar “o que centros de memórias, arquivos e museus podem fazer e quais potencialidades podem ser feitas para reparar silenciamentos históricos”. 

Para tanto, foram convidados três palestrantes com experiências distintas na temática: o diretor da Casa José de Alencar e professor de História da Universidade Federal do Ceará (UFC), Leandro Bulhões; a pesquisadora Joseli Cordeiro, integrante do Quilombo do Batoque e mestra em História pela UFC; e, a representante do povo Karão Jaguaribaras e mestre em humanidades pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Merremii Karão Jaguaribaras.

Professor Leandro Bulhões defendeu o direito à memória. Foto: Alex Costa

Leandro Bulhões entende que o “direito à memória faz parte de todo o processo de vários direitos que foram alijados aos povos que historicamente foram perseguidos e criminalizados”. Portanto, suas pesquisas seguem esta temática, sempre “considerando o direito que esses povos têm de se autodeterminar e falar por si mesmos”. 

O professor defende que os espaços de preservação da memória sejam ressignificados sob a perspectiva da equidade. “Existe um fenômeno contemporâneo, do qual faço parte, que é toda uma geração articulada que repensa o papel da história, dos museus, das bibliotecas, das praças públicas, tentando construir a partir disso uma sociedade mais justa, na, com e pela memória”, completou.

O estudante de Guia de Turismo, Lucas Alves, ressaltou a relevância do encontro. Foto: Alex Costa

Para Lucas Alves, de 16 anos, aluno do 3º ano do curso técnico de Guia de Turismo da Escola Estadual de Educação Profissional Paulo Petrola, da Barra do Ceará, é “bastante interessante” participar de uma roda de conversa como esta promovida pelo Malce. “A gente mexe muito com essa questão da cultura, da história, então isso agrega bastante no nosso ensino, para que possamos entender um pouco mais dessa questão e ter uma formação decente”, concluiu.

Edição: Vandecy Dourado

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