Giro Fotográfico da Alece e do Museu da Fotografia conecta passado e presente em roteiro cultural
Por Guilherme de Andrade22/05/2026 18:10 | Atualizado há 9 minutos
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O Memorial Deputado Pontes Neto (Malce) da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), em parceria com o Museu da Fotografia de Fortaleza, realizou, na tarde desta sexta-feira (22/05), o Giro Fotográfico: “Fortaleza: Três Séculos de Luz”, que visitou pontos históricos e relevantes da história da capital cearense para fazer um paralelo entre o passado e o presente.
Sem a necessidade de portar câmeras profissionais, a ação foi aberta para o público em geral, que, em sua maioria, utilizou o próprio celular para fazer os registros. Portanto, a ação teve como objetivo levar a fotografia para perto das pessoas, oferecendo um ensino sobre a imagem, além de um olhar educativo, uma vez que existiu a contextualização de cada local visitado, retratando o que é e qual a sua funcionalidade.
Curador do Malce, Miguel dos Santos falou sobre a relevância da iniciativa para os participantes. “A importância é que, além da exposição que a gente trouxe do Museu da Fotografia, as pessoas pudessem ter essa vivência, essa contextualização histórica”, frisou. “Uma experiência que eu acredito que tenha sido muito interessante e válida para quem participou”, completou.
Entre os locais registrados na exposição “Fortaleza: Três Séculos de Luz”, e que o Giro Fotográfico passou, estão: a Praça do Ferreira, Cine São Luiz, antigo prédio do Cine Moderno, a farmácia Oswaldo Cruz, o Passeio Público, 23BC e a Catedral Metropolitana de Fortaleza.

O coordenador de ação cultural do Museu da Fotografia de Fortaleza, Tomaz Maranhão, afirmou que a instituição quis transformar os participantes da ação em “agentes do futuro”, propondo para eles uma comparação entre o passado, através das imagens expostas, e a situação atual dos espaços, com a visita presencial.
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“A gente, enquanto instituição cultural, se propõe a fazer com que a fotografia não seja algo banal, do clique diário, do cotidiano, do aperreio, mas que seja algo que faça as pessoas pensarem sobre o passado, sobre o presente, futuro e sobre memória”, declarou Tomaz.
Uma das participantes do evento, a supervisora do Núcleo de Protocolo da Alece, Isabelle Alencar, destacou a beleza de Fortaleza. Para ela, a capital cearense ainda é recheada de locais agradáveis, que caem muitas vezes no esquecimento do público em geral. “Esse passeio é muito importante pelo fato de normalmente a gente não ver Fortaleza sob essa ótica da fotografia, de ver os espaços que ainda estão presentes na nossa cidade”, disse.
O estudante de História, Arthur Xenofonte, classificou a iniciativa da Alece como “muito boa”, por “trazer uma segurança para quem fotografa e por explorar o ambiente urbano por uma outra perspectiva”. Neste sentido, o fotógrafo valorizou a possibilidade de “explorar a arquitetura” e de “olhar para a cidade de outra forma”, saindo do que é feito diariamente, além de dar detalhes de técnicas que utiliza na hora de fazer um registro.
“Quando fotografo, eu procuro me ater tanto a detalhes arquitetônicos quanto à horizontalidade. Tento encaixar a imagem em um equilíbrio que me soa agradável. Às vezes, um prédio pode não parecer bonito, mas pela perspectiva certa, ele torna-se agradável. Então é transformar o ambiente público em uma obra de arte, ou encontrar a arte em um ambiente urbano”, encerrou Arthur Xenofonte.
Edição: Gleydson Silva
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