Assembleia Legislativa sedia primeiro Encontro das Associações de Artesãos
Por Gleydson Silva31/03/2023 13:43 | Atualizado há 9 meses
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A Assembleia Legislativa do Ceará sediou, na manhã desta sexta-feira (31/03), o primeiro encontro das associações de artesãos com a Federação das Cooperativas e Associações de Artesãos do Ceará (Fecarce). O evento é uma parceria do Movimento das Mulheres do Legislativo Cearense (MMLC) com a Sala do Empreendedor, a Célula de Fomento à Cidadania e ao Empreendedorismo de Impacto Social da Alece e Fecarce. O objetivo é fomentar o empreendedorismo, a formalização profissional e debater políticas de apoio aos artesãos do Ceará.
De acordo com a primeira-dama da Alece e presidente do Movimento das Mulheres do Legislativo Cearense, Cristiane Leitão, que esteve no encontro, a iniciativa busca levar para os artesãos do Ceará questões como saúde mental, empreendedorismo, saúde da mulher e a importância do artesanato na geração de renda para as famílias.
Nesse sentido, Cristiane Leitão anunciou que deverá começar ainda em 2023 o projeto Renda que Gera Renda. “Será uma das ações da Assembleia Legislativa para combater a fome. Então, é o Movimento das Mulheres do Legislativo ajudando essas mulheres artesãs em todas as esferas. Ajudando outras mulheres a empreender e alcançar a sua autonomia”, ressaltou a presidente do movimento.
Desde o ano passado, segundo a primeira-dama, há um diálogo entre o MMLC e a federação, buscando avaliar as ações que podem ser feitas para ajudar o artesanato e o movimento cultural do Estado. “Dessa reunião de 2022 nasceu esse projeto, que aplicamos neste mês de março, mês das mulheres. Colocamos para a mulher artesã um workshop, uma semana de feirinha aqui na Assembleia, para elas trazerem os seus produtos, fazerem a exposição e a venda da sua arte”, relatou.
A presidente da Fecarce, Angelice Custódio, afirmou que o primeiro encontro das associações de artesãos possibilitou o acesso a informações importantes para todas as entidades presentes, sobre microcrédito, como fazer o cadastro de microempreendedor individual (MEI), as condições fornecidas pelo Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab), além de contar com a presença do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), falando sobre o comércio de produtos por associação, participação em feiras, entre outros assuntos.
Para Angelice Custódio, a interação com as associações e cooperativas de artesanato e o diálogo com o poder público são necessários para fortalecer o setor e superar dificuldades. Ainda segundo ela, é importante debater políticas de incentivo para a comercialização, produção e acesso aos insumos para criar seus produtos. “Temos vários grupos, por exemplo, que necessitam da palha do milho para trabalhar, mas com os altos índices de chuvas elas vão estar prejudicadas quanto às matérias-primas. Então, temos que achar uma solução com outros fornecedores que possam atender essa demanda para que elas possam trabalhar o ano inteiro”, acrescentou.

Foto: Bia Medeiros
O encontro contou a presença de cerca de 80 artesãos e artesãs, de diversos municípios, e teve a participação de representantes do Sebrae e do Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi). O evento se soma a outras ações voltadas aos profissionais do artesanato realizadas na Alece em março, mês em que se comemora o Dia do Artesão (19 de março). Logo mais à tarde, a partir das 13h, a Casa realiza, no Plenário 13 de Maio, uma sessão solene em alusão ao Dia da Artesã.
Edição: Adriana Thomasi
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