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Autoridades e profissionais defendem melhorias para comerciários

Por ALECE
29/10/2015 20:10 | Atualizado há 9 meses

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Audiência pública debate melhores condições de trabalho para os comerciários - Foto: Marcos Moura

Autoridades e profissionais do comércio defenderam melhores condições de trabalho para os comerciários durante audiência pública realizada na tarde desta quinta-feira (29/10), no Complexo de Comissões Técnicas da Casa. O debate foi promovido pela Comissão de Indústria, Comércio, Turismo e Serviço da AL, em conjunto com a Câmara Municipal de Fortaleza (CMF), atendendo a requerimentos do deputado Elmano Freitas (PT) e do vereador Ronivaldo Maia (PT).

Elmano Freitas lembrou que o comércio é responsável por 60% do PIB do Ceará, o que demonstra o tamanho desse setor. Segundo ele, os trabalhadores da área enfrentam problemas como baixa remuneração, extensa jornada de trabalho e alta rotatividade. O vereador Ronivaldo Maia defendeu a melhoria nas condições de salário e fortalecimento do setor.

Na avaliação do procurador regional do Trabalho, Gerson Marques de Lima, a crise econômica do País também está afetando o comércio. Mas ele alertou que isso não pode servir de justificativa para a falta de respeito aos direitos dos trabalhadores. “A crise é efêmera e não pode justificar a retirada de direitos históricos assegurados aos trabalhadores”, enfatizou.

Para o coordenador geral do Sindicato dos Comerciários de Fortaleza (Sindcomerciários), Francisco Gonçalves, mesmo com um cenário econômico nebuloso, o comércio não está sofrendo tanto os efeitos da crise e manterá um processo de expansão, mas em valores menores que nos anos anteriores.

O supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Reginaldo Aguiar, confirmou que ainda há expectativa de crescimento do comércio em 2015, apesar de menor que nos anos anteriores. Ele destacou que o PIB brasileiro deve cair 2% este ano, mas o Ceará tem previsão de crescimento de 2%.

Reginaldo Aguiar ressaltou que o setor possui problemas na área trabalhista, como salário inferior para mulheres, além de ter a segunda maior rotatividade de trabalhadores de todos os setores.

Também participaram da audiência o representante da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio), Eduardo Pragmacio Filho; o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs), Romildo Miranda; o diretor da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Francisco de Assis Costa Cavalcante; o presidente da Federação dos Trabalhadores Empregados e Empregadas no Comércio e Serviços do Estado do Ceará (Fetrace), Elizeu Rodrigues Gomes; o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Antônio Ricardo Lima, e o representante do Sindicato dos Ópticos, José Maria.
JM/GS

Autoridades e profissionais defendem melhorias para comerciários

Autoridades e profissionais do comércio defenderam melhores condições de trabalho para os comerciários durante audiência pública realizada na tarde desta quinta-feira (29/10), no Complexo de Comissões Técnicas da Casa. O debate foi promovido pela Comissão de Indústria, Comércio, Turismo e Serviço da AL, em conjunto com a Câmara Municipal de Fortaleza (CMF), atendendo a requerimentos do deputado Elmano Freitas (PT) e do vereador Ronivaldo Maia (PT).

Elmano Freitas lembrou que o comércio é responsável por 60% do PIB do Ceará, o que demonstra o tamanho desse setor. Segundo ele, os trabalhadores da área enfrentam problemas como baixa remuneração, extensa jornada de trabalho e alta rotatividade. O vereador Ronivaldo Maia defendeu a melhoria nas condições de salário e fortalecimento do setor.

Na avaliação do procurador regional do Trabalho, Gerson Marques de Lima, a crise econômica do País também está afetando o comércio. Mas ele alertou que isso não pode servir de justificativa para a falta de respeito aos direitos dos trabalhadores. “A crise é efêmera e não pode justificar a retirada de direitos históricos assegurados aos trabalhadores”, enfatizou.

Para o coordenador geral do Sindicato dos Comerciários de Fortaleza (Sindcomerciários), Francisco Gonçalves, mesmo com um cenário econômico nebuloso, o comércio não está sofrendo tanto os efeitos da crise e manterá um processo de expansão, mas em valores menores que nos anos anteriores.

O supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Reginaldo Aguiar, confirmou que ainda há expectativa de crescimento do comércio em 2015, apesar de menor que nos anos anteriores. Ele destacou que o PIB brasileiro deve cair 2% este ano, mas o Ceará tem previsão de crescimento de 2%.

Reginaldo Aguiar ressaltou que o setor possui problemas na área trabalhista, como salário inferior para mulheres, além de ter a segunda maior rotatividade de trabalhadores de todos os setores.

Também participaram da audiência o representante da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio), Eduardo Pragmacio Filho; o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs), Romildo Miranda; o diretor da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Francisco de Assis Costa Cavalcante; o presidente da Federação dos Trabalhadores Empregados e Empregadas no Comércio e Serviços do Estado do Ceará (Fetrace), Elizeu Rodrigues Gomes; o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Antônio Ricardo Lima, e o representante do Sindicato dos Ópticos, José Maria.

JM/GS

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