Psicólogos do Estado reivindicam melhorias em audiência na AL
Por ALECE03/04/2014 20:04 | Atualizado há 9 meses
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As condições de trabalho dos profissionais de Psicologia nas políticas públicas do Estado foram discutidas durante audiência pública, na tarde desta quinta-feira (03/04), na Assembleia Legislativa do Ceará. A iniciativa partiu da deputada Rachel Marques (PT) e contou com a presença de representantes do Conselho Federal de Psicologia, Conselho Regional e do Curso de Psicologia da Universidade Estadual do Ceará (Uece).
Raquel Marques afirmou que a audiência teve o objetivo de diagnosticar os problemas enfrentados pelos profissionais da área, principalmente no interior do Estado, além de discutir um plano de cargos e carreias e o reajuste salarial para a categoria. “Queremos ouvir os principais interessados para saber como o Legislativo pode ajudar na campanha de valorização dos psicólogos no Ceará”, explicou a parlamentar.
Ainda segundo Raquel, com o intuito de identificar distúrbios de aprendizagem e propor novas vagas de empregos aos profissionais da categoria, um projeto de lei de sua autoria que dispõe sobre a contratação de psicólogos nas escolas públicas estaduais, com o objetivo de acompanhamento pedagógico, tramita na Assembleia desde 2013. “O Legislativo trabalha para que os psicólogos, que tanto ajudam no processo de formação do caráter e na busca da felicidade e entendimento, possam exercer a profissão em sua plenitude”, destacou.
O presidente do Conselho Regional de Psicologia da 11ª Região, Elton Gurgel, afirmou que uma das principais dificuldades é a instabilidade, pois a grande maioria trabalha em municípios cearenses e em distritos que muitas vezes não oferecem o mínimo de salubridade e condições de trabalho para os profissionais. “Com baixos salários e péssimas condições de trabalhos, os profissionais acabaram optando por serviços terceirizados ou em empresas privadas, interrompendo inúmeros tratamentos de crianças e adolescentes no interior do Estado”, afirmou.
Além de reivindicar melhores condições e políticas públicas voltadas para os trabalhos desenvolvidos pelos profissionais de Psicologia, o presidente do Sindicato dos Psicólogos do Estado do Ceará, Flúvio Robert Freitas, ressaltou que a categoria, formada hoje por mais de três mil profissionais atuantes em todo o Ceará, também reivindica um piso salarial de R$ 3.900, concursos para os hospitais estaduais e um plano de cargos e carreiras.
“Vamos lançar uma campanha de valorização dos profissionais do Estado, pois muitas prefeituras burlam a lei e terceirizam o trabalho dos psicólogos e, em outras situações, fazem apenas contratos temporários; para evitar isso a categoria está se unindo”, disse.
Também participaram da audiência o vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia, Rogério de Oliveira Silva; a coordenadora dos Serviços de Psicologia Aplicada da Uece, Ana Belém de Lima, e a secretária de Políticas Educacionais da Federação Nacional dos Psicólogos, Ariadyne Barros.
MA/LF
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