Renato Roseno aborda prisão de supostos mandantes da morte de Marielle
Por Ricardo Garcia26/03/2024 11:20 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Renato Roseno (Psol) comentou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta terça-feira (26/03), sobre a prisão, no último domingo (24/03), de três suspeitos de serem os mandantes do assassinato da então vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, em 2018.
Na operação da Polícia Federal (PF), foram presos o deputado federal Chiquinho Brazão (União/RJ), o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE/RJ) Domingos Brazão e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa. Os três são apontados, em relatório da PF, como autores dos homicídios da vereadora e do seu motorista, Anderson Gomes.
Segundo Renato Roseno, a relação da família Brazão com a milícia suspeita de executar Marielle Franco já vinha sendo investigada desde o crime. “O que causou absoluta indignação a todos, sobretudo à família de Marielle, foi saber que o então delegado da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, nomeado na véspera do assassinato como chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, está envolvido nesse crime. Durante todo esse tempo, ele se posicionou próximo à família”, salientou o parlamentar.
O que consta no relatório da PF, ainda segundo o deputado, é que Rivaldo Barbosa não apenas atrapalhou as investigações, como sabia e participou do planejamento da execução da vereadora. “É absolutamente indignante e desumano a infâmia com que a família de Marielle foi tratada por esse delegado”, prosseguiu. Conforme pontuou, ao longo das investigações, foram cinco trocas de delegados no caso, além do afastamento de promotoras.
“Somente no atual Governo, com a intervenção da Polícia Federal, que se descobre, com robustas provas aquilo que já se suspeitava em relação aos mandantes. Foi um assassinato previsto desde 2017, tendo vinculação com uma votação na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro para regularizar um terreno de milícia”, assinalou Renato Roseno.
Para o deputado, a prisão dos supostos mandantes da morte de Marielle serve como alerta para algumas situações. “Precisamos criar aprendizados para que aquilo que aconteceu lá não se repita no restante do Brasil. Temos a necessidade de fazer com que as organizações criminosas não entrem na política, como aconteceu no Rio de Janeiro”, considerou. Ainda de acordo com ele, também é necessário estar atento ao nível de corrupção nas instituições de poder do País.
Em aparte, o deputado Moésio Loiola (Progressistas) defendeu a punição aos mandantes do crime. “Para que crimes como esse não se multipliquem para outras regiões do Brasil, tem que haver uma punição exemplar aos envolvidos”, avaliou.
Edição: Adriana Thomasi
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