Sargento Reginauro lamenta índices da segurança pública no Ceará
Por Narla Lopes09/07/2024 12:08 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Sargento Reginauro (União) lamentou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta terça-feira (09/07), realizada de forma presencial e remota, os números da segurança pública referentes ao mês de junho de 2024.
O deputado destacou levantamento que mostra que o Estado teve o junho mais violento desde 2021, com 259 Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) registrados, com alta de 22% ante o mesmo período em 2023.
Os dados compilados pela Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) foram divulgados na última sexta-feira (05/07).
"Desde 2021 não tínhamos um mês tão sangrento. A situação é gravíssima, com novas vítimas todos os dias, incluindo crianças e adolescentes, como os recentes casos em Maracanaú", lamentou o deputado.
Ele também criticou a eficácia das medidas recentemente implementadas pelo governo estadual, como o Comitê Estratégico de Segurança Integrada do Ceará (Coesi), enfatizando a necessidade de abordar as causas fundamentais do problema, como a desarticulação das facções criminosas e a retirada de armas de circulação.
Além disso, Sargento Reginauro defendeu uma cooperação mais estreita entre o Poder Judiciário, Polícia Civil e Polícia Militar para combater o crime. "A ação policial precisa de respaldo jurídico para invadir comunidades e identificar os líderes criminosos. Sem esse apoio, não conseguiremos vencer essa guerra", destacou.
O deputado também criticou a declaração do atual secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, Roberto Sá, que negou a existência de áreas dominadas pelo crime no Estado. "Recentes incidentes, como a expulsão de 500 famílias de suas casas e manifestações nas rodovias, contradizem essa afirmação", frisou.
Em aparte, o deputado Fernando Hugo (PSD) ressaltou que a "insegurança pública" é um desafio nacional, não se limitando ao Ceará, e defendeu uma resposta judicial robusta e rápida, além de uma melhor estruturação das corregedorias para que os policiais não tenham medo de enfrentar a criminalidade.
Edição: Lusiana Freire
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