Felipe Mota critica projeto do governo estadual e defende preservação de bens públicos
Por Narla Lopes27/08/2024 11:36 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Felipe Mota (União) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta terça-feira (27/08), realizada de forma presencial e remota, projeto enviado pelo Governo do Estado para ser votado na data de hoje.
A matéria autoriza o Poder Executivo a prestar garantias à União, decorrentes de contratações de operações de crédito externo pela Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP S.A.) junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). O financiamento, de até US$ 123,5 milhões, destina-se ao Programa Pecém Verde, que visa desenvolver a indústria de hidrogênio verde (H2V) no Estado.
Adiantando que votará contra, o deputado justificou a decisão. “Em um momento fora de hora e sem nenhuma estratégia, o Governo envia para a Casa o que eu acho de pior para um governo, que é entregar um bem do Estado do Ceará para empenhar em um empréstimo, dizendo que isso é para o crescimento do hidrogênio verde”, comentou.
O parlamentar pontuou ainda que o que se tem divulgado nos jornais e nos discursos é que existem R$ 110 bilhões em protocolos de intenção assinados para o investimento no H2V. “Respeito muito esses protocolos, porque são os empresários chegando ao nosso Estado para fazer os investimentos", ressaltou.
O parlamentar lembrou ainda que o Estado buscou o aumento da arrecadação para manter os custos da máquina pública. “Sei que isso é normal do jogo, o Estado precisa se manter, mas também precisa cortar na carne”, sugeriu.
Argumentando que é preciso defender aquilo que é do Estado, Felipe Mota questionou qual o objetivo, então, da criação da Companhia de Participação e Gestão de Ativos do Ceará (CearaPar). “Não foi para pegarmos os bens que nós temos de todo o Estado para colocar dentro de um local e se fazer essa administração? E por que não pegaram outros bens, por que não deram outras garantias?”, questionou, assinalando que o Ceará não pode voltar ao estado de endividamento porque “tem uma economia pujante”.
Ele finalizou advertindo que, se o Estado precisar de recursos, em um momento de seca, seriam esses equipamentos que salvariam os cearenses.
Edição: Lusiana Freire
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