Felipe Mota cobra planejamento para atração de empresas e geração de empregos no Ceará
Por Gleydson Silva07/11/2024 12:26 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Felipe Mota (União) cobrou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quinta-feira (07/11), a elaboração de um plano para atrair investimentos, empresas e empregos para os municípios cearenses e regiões, de forma individualizada.
De acordo com o parlamentar, atualmente, 74% dos empregos gerados no Ceará são nos pequenos negócios, enquanto 26% estão na indústria, de onde, segundo ele, vem a maior parte da arrecadação que “sustenta a máquina pública”. “Será que não está na hora de fazermos um plano diretor para cada município e fazer os devidos investimentos? Será que não é importante fazer um plano diretor da indústria com o da Transnordestina que está chegando?”, indagou.
A esperança do setor de agronegócio, segundo o deputado, é justamente os benefícios que a Transnordestina pode trazer. “Nós só vamos crescer se os municípios crescerem. Não adianta a Transnordestina passar só do lado, ir embora levando a riqueza e não deixar nada nos municípios por onde passa. É preciso desenvolver uma logística”, ressaltou.
Felipe Mota disse ainda ter recebido a informação da “falta de mão de obra qualificada e capacitada para que a indústria possa contratar”. Para ele, se o Ceará tivesse um plano em que houvesse a integração dos mais diversos agentes, o cenário poderia ser diferente.
O vice-líder do União Brasil na Alece defendeu também que os beneficiários de programas sociais e de transferência de renda possam ter a carteira assinada. Na avaliação do deputado, em primeiro momento, a proibição pode levar beneficiários a temerem ou optarem por não buscar emprego, “melhorando assim a qualidade de vida”. “Vamos pensar em uma negociação. Se ele tiver um salário, recebe 50% do benefício. Se tiver dois salários, recebe 30%, podendo voltar à totalidade em caso de demissão”, pontuou.
O deputado criticou ainda a elevação da taxa básica de juros, a Selic, de 10,75% para 11,25%, anunciada, nesta quarta-feira (06/11), pelo Comitê de Política Monetária (Copom). De acordo com o parlamentar, a elevação da taxa de juros desaquece a economia, as empresas contratam menos, diminui a arrecadação e, consequentemente, os investimentos públicos. “Paralelo a isso, vemos a notícia de que a cesta básica de Fortaleza foi a que teve a terceira maior alta do País”, apontou.
O deputado De Assis Diniz (PT), em aparte, criticou a elevação da taxa básica de juros, mesmo em um momento em que o Brasil registra “a menor taxa de desemprego e uma taxa de inflação baixa”. “Nós temos uma Selic que é inadmissível. O Brasil compra dólar, gerando um índice de estabilidade para que a Selic se mantenha lá em cima. É sabotagem pura. O Banco Central deveria vender dólar, com as reservas que tem, para reduzir a taxa inflacionária”, avaliou.
Já o deputado Sargento Reginauro (União), também em aparte, criticou a gestão estadual e a falta de sucesso na geração de empregos na indústria, dependendo muito dos pequenos negócios. “Vamos criar mecanismos e atrair novas empresas. Uma das maiores necessidades do nosso povo é emprego. Nosso povo quer parar de depender de bolsa e auxílios para tudo. Temos que potencializar nossa população para sair dessa miséria social”, disse.
Edição: Vandecy Dourado
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