Fernando Hugo externa preocupação com a superpopulação de Fortaleza
Por Luciana Meneses13/11/2024 11:33 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Fernando Hugo (PSD) externou sua preocupação com o crescimento da população de Fortaleza, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará desta quarta-feira (13/11).
De acordo com o parlamentar, Fortaleza hoje possui cerca de 2,5 milhões de habitantes, com projeção de aumentar para 3 milhões em 10 anos, porém sem estrutura organizacional que garanta dignidade para essa população. “Já estamos encarando a realidade de uma cidade superpopulosa, mas sem qualquer garantia de habitação ou trabalho”, explicou.
Para Hugo, a política assistencialista do Governo Federal, da forma como está posta, acaba prejudicando o progresso e o desenvolvimento do País, uma vez que parte dos beneficiados acaba por se acomodar e não busca o mercado de trabalho. “O Bolsa Família deveria ter sido uma chuva de verão, aquele benefício para dar a mão num momento difícil, mas não gerar dependência. Mas grande parte dessas pessoas prefere depender dessa renda a buscar um profissionalismo e uma carteira assinada”, opinou.
O deputado acredita que uma revisão dos programas de assistencialismo é necessária. “A União precisa se debruçar junto a estados e municípios para controlar de forma mais firme e, até por meios legais, a duração desses benefícios, pois nem sempre o ‘bolsismo’ significa fazer o bem”, avaliou.
Em aparte, o deputado Leonardo Pinheiro (Progressistas) concordou com o colega deputado e aprofundou-se na problematização da superpopulação das grandes metrópoles. “A falta do regramento adequado urbano, junto à falta de saneamento, aumenta essa desorganização estrutural, assim como a criminalidade, e precisa ser muito bem debatida para encontrar caminhos e soluções. Somos referência mundial em redistribuição de renda, muitas pessoas dependem do recurso como Bolsa Família, mas precisa existir uma porta de saída onde o cidadão deixe de depender e prospere por meio do trabalho”, apontou.
Edição: Vandecy Dourado
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