De Assis Diniz avalia que explosões em Brasília não podem ser tratadas como caso isolado
Por Gleydson Silva14/11/2024 12:24 | Atualizado há 9 meses
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O deputado De Assis Diniz (PT) ressaltou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quinta-feira (14/11), que a série de explosões na Praça dos Três Poderes, resultando na morte do autor do crime, na noite desta quarta-feira (13/11), não pode ser tratada como um caso isolado.
Na avaliação do parlamentar, o ato não é algo pequeno e não se pode dizer que é um problema de transtorno psíquico, pois o autor planejou, arquitetou o crime, alugou uma casa em Ceilândia-DF e comprou todo o material usado na ação. “‘Mas ele tem problemas mentais’. Não! Ele foi candidato pelo PL. Então, o PL tem a obrigatoriedade de dizer como aceitou um doido para ser candidato. Ele tinha uma vida ativa nas redes sociais, usando a marca do partido. Passou 2020, 2022 e 2024 e não foi identificado esse transtorno?”, indagou.
Para o deputado, o crime não pode ser relativizado para “encobrir uma sequência”. Ele observou que, nos últimos anos, “se constituiu uma prática, um modus operandi, que vem sendo sequenciado”. “Não é um fato isolado. Está dentro dessa sequência de fatos e de atos que a direita criou para desestabilizar e que a extrema direita potencializou para desestabilizar o nosso País. Não dá pra relativizar. É muito grave essa sequência. Não é um fato isolado”, avaliou.
O 8 de janeiro, por exemplo, não pode ser tomado como caso isolado, conforme De Assis Diniz. “Aquelas pessoas que saíram de casa e foram para lá tinham a intenção de atingir um resultado: patrocinar um golpe de Estado”, avaliou. Outros casos citados pelo parlamentar foram a mobilização feita pelo cacique Serere Xavante para “fazer quebra-quebra em Brasília”; quando um cearense tentou explodir um caminhão-tanque próximo ao aeroporto de Brasília; os indícios de que uma equipe de pessoas criou relatórios sobre o ministro Alexandre de Moraes e sua segurança e levantamentos similares sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O deputado Missias Dias (PT), em aparte, corroborou que o episódio de ontem não pode ser tratado como um caso isolado e contestou comparações de que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) pratica atentado no País. “A quem compara o MST com terrorismo, precisa estudar mais a história do Brasil e dos movimentos populares. Não tenho dúvidas de que o que avançamos na política social do Brasil foi através da força e organização da classe de trabalho organizada”, afirmou.
Já a deputada Jô Farias (PT) afirmou que estava ontem em Brasília, em um local próximo às explosões, e observou que o risco de uma tragédia era iminente, pois o anexo 4 da Câmara dos Deputados estava com muitas pessoas. “É fato que foi um ataque planejado. Muita gente correu risco de morte, e isso não pode ser relativizado”, reiterou.
Edição: Vandecy Dourado
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