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Heitor Férrer acusa Estado de praticar violência ao negar direitos básicos ao povo cearense

Por Gleydson Silva
21/10/2025 12:01 | Atualizado há 4 meses

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Deputado Heitor Férrer (União) - Foto: Júnior Pio

O deputado Heitor Férrer (União) apontou, durante o primeiro expediente da sessão plenária presencial e remota da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta terça-feira (21/10), que o Estado comete violência contra sua população quando deixa faltar direitos básicos, como saúde de qualidade, segurança pública e outros.

Na avaliação do parlamentar, apesar de os deputados de oposição frequentemente levarem à tribuna o problema da insegurança no Estado e o tema “ser conhecido pelo Brasil inteiro”, a violência não se restringe à segurança pública. “O Ceará é extremamente violento na assistência médica quando deixa 60 mil pessoas esperando por uma cirurgia. Ou quando deixa 74 mil pessoas esperando atendimento em ortopedia, oftalmologia, ginecologia, cardiologia, oncologia. Um estado violento, que marginaliza pessoas que estão em busca da sua saúde. Isso, por si, já é um estado de violência”, observou.

O Ceará comete violência ainda, segundo Heitor Férrer, quando deixa mais de 1,7 milhão de pessoas sem moradia digna, ao deixar 75% dos cearenses sem esgotamento sanitário. “Isso não é um produto deste Governo, mas vem crescendo ao longo dos últimos anos, sem políticas eficientes. E as pessoas vão se marginalizando mais ainda”, disse.

De acordo com Heitor Férrer, os assassinatos mensais no Estado podem se comparar à queda de um avião repleto de cearenses. “Se um avião cai no mundo com 264 pessoas, é manchete para três meses. Morrer essa quantidade de pessoas por mês em um avião é uma tragédia, mas no número de assassinatos parece não ser. Isso se repete há muitos anos e nada muda”, enfatizou.

Edição: Vandecy Dourado

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