Guilherme Bismarck cobra ações conjuntas para conter avanço do mar no litoral do Ceará
Por Gleydson Silva28/10/2025 11:29 | Atualizado há 4 meses
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O deputado Guilherme Bismarck (PSB) cobrou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta terça-feira (28/10), ações conjuntas para conter ou minimizar os efeitos do avanço do mar em diversos municípios do litoral cearense e relatou visitas que realizou em algumas praias do Litoral Leste.
No sentido de reduzir os danos ou evitar maiores perdas, Guilherme Bismarck garantiu que, em parceria com seu irmão, o secretário de Turismo do Ceará e deputado federal Eduardo Bismarck, levará a pauta ao Ministério das Cidades e “cobrará do Governo Federal um planejamento de onde é necessária a instalação de espigões e outras estruturas que contenham o mar”.
De acordo com o parlamentar, quase 50% do litoral cearense já sofre com o avanço do mar, chegando, em alguns trechos, a mais de 70 metros, ocasionando desmoronamento de edificações e rodovias.
A primeira visita foi na Praia do Iguape, em Aquiraz. Segundo ele, o avanço das águas já impacta o turismo e o cotidiano da população. “É de dar dor no coração. Muitas casas impactadas, o turismo sendo praticamente abandonado, com influência também de pescadores, que não têm ao menos onde guardar suas jangadas, pois as ondas já batem nas dunas”, relatou.
A Reserva Extrativista da Prainha do Canto Verde, no município de Beberibe, foi a segunda praia visitada por Guilherme Bismarck. Conforme ele, a situação no local é “muito mais grave”, pois já encobriu uma pista e duas quadras de residências. “Quando baixava a maré, a gente podia ver casas demolidas dentro da água, e já está batendo perto de outra pista que dá acesso a diversas outras casas. Uma situação muito séria”, afirmou.
Guilherme Bismarck destacou também que esteve em duas praias de Icapuí. Segundo ele, na Praia de Peroba, a população chegou a ser alertada sobre o problema, e que uma das medidas seria fazer o enrocamento — estrutura feita com pedras ou blocos de concreto colocados na costa para conter a erosão e proteger contra o avanço do mar.
“Algumas pessoas da população se mobilizaram contra as pedras, mas essa é a única solução que pode resolver agora. Não fizeram esse enrocamento e a maré avançou 70 metros. Hoje há um penhasco de mais de oito metros de altura devido a esse avanço. As pedras não são a solução final, mas diminuem o impacto”, pontuou o deputado.
Já na Praia da Redonda, segundo ele, a população aceitou o enrocamento. Hoje o local possui um calçadão, escadas para descer à praia, sendo utilizado pela população e pelos turistas.
Edição: Vandecy Dourado
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