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Guilherme Sampaio critica operação no RJ e defende aprovação da PEC da Segurança

Por Amanda Andrade*
29/10/2025 12:02 | Atualizado há 4 meses

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Deputado Guilherme Sampaio (PT) - Foto: Paulo Rocha

O deputado Guilherme Sampaio (PT) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta quarta-feira (29/10), a megaoperação realizada nessa terça-feira (28/10) pelo Governo do Rio de Janeiro. O parlamentar classificou a ação como a mais letal da história do estado e defendeu uma política nacional de segurança pública que una prevenção, inteligência e integração entre os entes federativos.

O deputado destacou que a operação, que resultou em mais de 60 mortes ‒ entre elas, quatro policiais ‒, não pode ser vista como um sucesso. “Eu fico impressionado como alguns classificam essa operação, em que morreram civis e policiais, como uma vitória. Isso não é sucesso, é fracasso. Sucesso foi a operação Heresia, aqui no Ceará, em fevereiro, que prendeu 173 pessoas e não teve nenhuma morte”, afirmou.

O parlamentar também condenou declarações de oposicionistas que, segundo ele, exploram o medo da população de forma irresponsável. “O povo cearense não aguenta mais demagogia, exploração do medo e espetacularização da morte. Isso é uma desvalorização dos profissionais da segurança, que arriscam suas vidas para cuidar das nossas”, destacou.

Ele também encorajou os deputados estaduais a articularem com parlamentares federais para aprovarem a PEC 18/2025 (da Segurança Pública), que cria um sistema integrado de ação dos governos federal, estadual e municipal para atacar o crime organizado. Defendendo ainda uma atuação articulada entre os entes federativos, Guilherme Sampaio afirmou que o Brasil e o Ceará precisam de um pacto nacional que una o Poder Judiciário, o Ministério Público e a sociedade civil. 

O deputado reforçou o apoio ao secretário da Segurança Pública do Ceará, Roberto Sá, e à política estadual de enfrentamento ao crime com base em inteligência. “Eu me coloco ao lado do secretário Roberto Sá, um gestor firme e qualificado. Hoje, 87% das prisões realizadas no Ceará estão ligadas ao crime organizado. Defendamos um pacto nacional, acima das disputas ideológicas, para que a população tenha paz”, completou.

Em aparte, o deputado Salmito (PT) apoiou o pronunciamento e repudiou a violência da operação fluminense. “Nosso País precisa de um pacto nacional, como defende o presidente Lula. A operação que prendeu muitos sem nenhuma morte é o modelo que deve ser seguido. O que vimos ontem no Rio é algo desastroso e inaceitável”, afirmou.

*Estagiária sob supervisão do editor Vandecy Dourado

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