Apóstolo Luiz Henrique repudia aplausos em celebração aos mortos em operação no RJ
Por Gleydson Silva30/10/2025 11:06 | Atualizado há 4 meses
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O deputado Apóstolo Luiz Henrique (Republicanos) repudiou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quinta-feira (30/10), os aplausos de deputados federais aos mais de cem mortos em operação policial no Rio de Janeiro. Para ele, enaltecer a morte e a violência vai contra os preceitos cristãos.
Na avaliação do parlamentar, “a violência é contagiosa”. Ele relatou que um deputado influenciou os demais a aplaudir as mortes da ação policial. Segundo ele, celebrar a morte é instigar ainda mais violência. “Não estou defendendo o crime ou os bandidos, mas busco ser luz e mostrar que essa violência não pode ser perpetuada”, disse.
Apóstolo Luiz Henrique também alertou pastores para não replicarem a celebração da morte e da violência nas igrejas. “Não caiam nessa. Pastores, irmãos, não deixem esse espírito de violência e ódio entrar no coração de vocês, não. Não tragam isso para a igreja. A igreja não pode ser contaminada pelo ódio, pela violência ou perder sua essência”, ponderou.
Embora entre os mortos houvesse pessoas com longa ficha criminal, o deputado lembra que eles têm familiares evangélicos, que oravam por seus entes e estão em luto neste momento. “Sabemos que em uma operação como essa vai haver mortes. Mas celebrar e desrespeitar o luto de famílias não está certo. Não podemos aplaudir corpos no chão. Não há só bandidos em meio àqueles corpos”, ressaltou.
O líder do Republicanos na Alece enfatizou ainda que o papel do cristão não é celebrar a morte de outros seres humanos, que, mesmo “dominados pelo pecado”, são vidas que podem ser restauradas. “Nós que somos cristãos sabemos que há poder no sangue de Jesus. Pois, se não fosse, o sangue de Jesus teria sido derramado em vão, ali na cruz, onde o bandido se arrependeu no último instante da vida”, pontuou.
O parlamentar defendeu ainda a expansão do Zona Viva, projeto do Governo do Estado, sob coordenação da Secretaria da Proteção Social (SPS), realizado em residenciais de unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida e em suas áreas circunvizinhas, territórios considerados vulneráveis, “locais que levam atividades diversas com qualificação profissional, ações de cultura, esporte e lazer à comunidade”, destacou.
Edição: Vandecy Dourado
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